Terça-feira, 17 de Maio de 2022

Portugal com 79.278 infeções e 160 mortes entre 1 e 7 de março

De acordo com a DGS, Portugal registou 79.278 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, 160 mortes e uma redução de internamentos entre os dias 1 e 7 de março

Segundo o boletim epidemiológico, que deixou de ser diário e passou a semanal, o número de casos confirmados de infeção subiu 11.963 em relação à semana anterior, registando-se ainda uma redução de 36 óbitos na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passa a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório e com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.225 pessoas, menos 133 do que no mesmo dia da semana anterior, e 78 doentes estavam em unidades de cuidados intensivos, menos 18.

De acordo com o boletim da DGS, o primeiro que apresenta dados semanais, a incidência cumulativa a sete dias estava, na segunda-feira, nos 770 casos, tendo subido 18% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) situava-se em 0,99.

O Norte totalizou 12.928 casos de infeção, menos 1.001 do que na semana anterior, e 38 mortes, menos 21, enquanto no Centro foram notificadas 16.808 infeções (mais 2.166) e 45 óbitos (mais três).

De acordo com a DGS, a faixa etária dos jovens entre os 10 e os 19 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (18.639), seguida das pessoas entre os 20 e 29 anos (12.990), enquanto os idosos com mais de 80 anos foram o grupo com menos infeções (3.251).

Dos internamentos totais, 552 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (270) e dos 60 aos 69 anos (153).

O boletim da DGS refere, ainda, que na primeira semana de março morreram 105 idosos com mais de 80 anos, 36 pessoas entre os 70 e 79 anos, 12 entre os 60 e 69 anos, seis entre os 50 e 59 anos e uma entre os 40 e 49 anos.

INVERSÃO DA TENDÊNCIA DECRESCENTE

A pandemia de covid-19 registou uma inversão da tendência decrescente das últimas semanas, devendo verificar-se um aumento da incidência de infeções, sendo ainda incerto o impacto nos serviços de saúde, alerta a análise de risco ontem divulgada.

“A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada, com inversão da tendência decrescente que vinha a observar-se nas últimas semanas, podendo esperar-se um aumento da incidência à semelhança do observado em alguns países europeus”, refere o relatório das “linhas vermelhas”.

Segundo esta avaliação de risco da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a dimensão do impacto do crescimento da incidência nos serviços de saúde e na mortalidade “é ainda incerta”, uma vez que está dependente do “nível de imunidade da população e da incidência nos grupos mais vulneráveis”.

De acordo com o documento, o sistema de saúde apresenta capacidade de acomodar o aumento de doentes com covid-19, mas deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica e a manutenção das medidas de proteção individual e a vacinação de reforço.

De acordo com a DGS, na quarta-feira estavam internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) 70 doentes, o que corresponde a 27% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas, abaixo dos 35% registados na semana anterior.

Os hospitais da região Norte continuam a ser os que apresentam maior ocupação em cuidados intensivos, com 36% do nível de alerta de 75 camas, e o grupo etário com maior número de pessoas internados nestas unidades era o dos 60 aos 79 anos.

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