Em Guiães, Leonel Brites tem vários hectares para vindimar. Vai aproveitando a mão de obra da aldeia “porque é cada vez mais difícil conseguir mão de obra especializada”.
À VTM, confessa que “um dos problemas dos últimos anos é arranjar gente com experiência para fazer as operações principais, como a poda, que é a mais importante de todas. Se a poda ficar mal feita, o resto do ano é quase perdido” e admite que “no futuro vamos ter de apostar nos estrangeiros, porque os portugueses, para estes trabalhos, estão em vias de extinção”.
Segundo Leonel Brites, “este é um trabalho bem pago. Ganha-se mais aqui que a trabalhar num escritório”. O problema é “a mentalidade”, porque “hoje em dia a ideia que há é que toda a gente tem de ser doutorado ou engenheiro, para ter emprego”.
Quanto às ajudas do Governo, admite que “era preferível não ter apoios e sermos bem pagos pelas uvas”.
Reportagem completa na edição de 10 de setembro



