“Várias centenas de cidadãos não perderam a oportunidade de visitar e conhecer as novas instalações municipais, participando nas visitas guiadas ao interior dos edifícios do Balcão Único e dos Órgãos da Autarquia”, sublinhou a Câmara Municipal de Bragança sobre a inauguração, no dia 30, dos novos Edifícios–Sede do Município de Bragança e do Centro de Memória do Forte S. João de Deus.
O projeto da reconversão urbanística da área do antigo Forte S. João de Deus envolveu “quatro grandes áreas, uma zona residencial, com 304 fogos e área comercial, um complexo desportivo, um espaço destinado à feira mensal e uma área para os ‘edifícios sede’ do Município”.
A autarquia explicou ainda que “diversas antigas construções militares, sem qualidade, foram demolidas para dar lugar a amplas zonas verdes, de estacionamentos e ao novo espaço da Feira Mensal”. “Dois modernos edifícios foram construídos de raiz, sendo que num se concentram os armazéns, as equipas de obras de administração direta, oficinas e Serviços de Ação Social. Já o outro edifício destina-se aos serviços de atendimento aos munícipes (através do Balcão Único), o Departamento de Serviços e Obras Municipais (e respetivas divisões e serviços que o integram), a Divisão de Educação, Cultura e Ação Social e o Arquivo Municipal”.
Através da intervenção naquele espaço, foram ainda reabilitados “três dos antigos edifícios militares, sendo que um, aquele que era considerado como o principal edifício do Município e onde já funcionava a Presidência, continuará a destinar-se à Presidência do Município, acolhendo, também, o Departamento de Administração Geral e Financeira”.
No antigo edifício de “Comando”, foi instalado o “Centro de Memória do Forte”, que pretende ser o reconhecimento do “lugar” (sítio do Sardoal) e da transformação da ermida no Forte de “S. João de Deos”.
A ‘festa’, que contou com a presença de centenas de pessoas num grande almoço convívio, foi criticada pelo Bloco de Esquerda (BE) que, em comunicado, a classificou como uma “enorme ação de campanha eleitoral do PSD, paga pelo erário público”.
“Mais, no convite enviado para o BE, em nenhum momento era referida a presença do Primeiro-ministro”, garante o partido, considerando a presença de Passos Coelho como “uma ofensa à população do nosso concelho e da nossa região” tendo em conta que a sua governação em nada tem beneficiado a região, “pelo contrário”.
Sobre o novo espaço, os bloquistas sublinharam que, “não concordando com a necessidade da obra” e apesar de terem mesmo “votado contra tal projeto”, trata-se de “um equipamento que servirá de casa aos futuros executivos camarários”, daí a participação do candidato à Câmara Municipal, Gil Gonçalves, e do candidato à Assembleia Municipal, Luís Vale





