Em FocoPrimeiros estudantes de Medicina já pensam em ficar no interior

Primeiros estudantes de Medicina já pensam em ficar no interior

Os 40 alunos da primeira turma do mestrado integrado em Medicina estão a adaptar-se a um modelo de ensino centrado em casos clínicos e com contacto precoce com a realidade dos cuidados de saúde. Afonso Carvalho e Mariana Ferraz Pinto destacam a proximidade de casa e admitem vir a exercer no interior

A abertura do mestrado integrado em Medicina da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) concretizou uma ambição antiga da região e abriu uma nova etapa para os 40 estudantes que iniciaram este ano letivo a primeira turma. Entre a adaptação a um método de ensino diferente do habitual e a descoberta da vida académica, os novos alunos estão a experimentar uma formação que pretende aproximar o conhecimento científico da prática clínica desde o primeiro ano.

Afonso Carvalho, de 18 anos, natural de Lordelo, no concelho de Vila Real, já tinha decidido no 12.º ano que queria seguir Medicina. Frequentava a Escola Secundária de São Pedro e a abertura do curso na UTAD, precisamente no ano em que se candidatou ao ensino superior, acabou por ser uma feliz coincidência.

“Foi uma boa oportunidade de ter aberto aqui no ano em que podia candidatar-me ao ensino superior”, afirma. A possibilidade de permanecer em Vila Real também pesou na decisão, sobretudo perante os custos associados a estudar noutra cidade. “De início, estava mais convencido a ir para o Porto, porque muitos dos meus colegas iam para lá e é sempre bom ir acompanhado”, conta. Com o passar do tempo, porém, começou a interessar-lhe a possibilidade de integrar a primeira turma e continuar a viver num ambiente que conhece desde sempre.

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