As iniciativas de protesto contra as obras da Barragem do Tua não param de suceder. No domingo, em Foz Tua, seis pessoas acorrentaram-se numa das entradas da obra para mostrar a sua revolta com o avançar do projecto. Durante o tempo em que os activistas estiveram acorrentados, os operários, as máquinas e os camiões ficaram impedidos de aceder aos trabalhos de construção da barragem.
As associações ambientalistas, Quercus, GAIA, COAGRET, MCLT, Campo Aberto e GEOTA, saudaram o protesto não-violento e alertaram para os “custos encapotados e avultados da construção das novas barragens”, garantindo que vão “custar aos portugueses um valor equivalente ao actual défice de Portugal”.
As associações voltam a considerar que “os impactos da construção da barragem de Foz-Tua são irreversíveis para o bolso dos cidadãos, para o património e para a natureza” e “hipotecam o futuro de Trás-os-Montes em muitas gerações”. “É urgente um novo olhar para o desenvolvimento de Trás-os-Montes, em particular do Vale do Tua”, defenderam.
Os movimentos reafirmam uma posição há muito conhecida, considerando que, além dos argumentos económicos, que são por si suficientes para o Governo suspender este projecto, a barragem de Foz Tua está a pôr em risco a classificação de Património Mundial, pela UNESCO, da paisagem do Alto Douro Vinhateiro”. Para além disso, a construção da barragem “irá destruir a centenária linha ferroviária do Tua” – considerada pelo IGESPAR como tendo “um valor patrimonial de excepção nos domínios histórico, social, técnico e paisagístico”.




