InícioChavesPSD garante que Governo "não fechou a porta" à criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso

PSD garante que Governo “não fechou a porta” à criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso

A Comissão Política Distrital do PSD garante que o Governo mantém “uma posição de abertura” à criação da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Tâmega e Barroso, defendendo que o processo está em avaliação.

Além disso, assume o PSD que a decisão deverá ser tomada com base na capacidade de a nova estrutura melhorar efetivamente os cuidados de saúde prestados às populações.

A posição consta de um comunicado da Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real, divulgado na sequência da polémica gerada pelas declarações da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na Assembleia da República. Na audição de 22 de setembro, a governante admitiu não existirem garantias de que os profissionais aceitassem permanecer numa eventual nova ULS e apontou a concentração de profissionais e serviços em Vila Real como uma das dificuldades.

A matéria gerou a reação do Partido Socialista de Chaves, assim como da concelhia do PSD e de uma conferência de imprensa do presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz.

Segundo os social-democratas, contudo, “o Governo não fechou a porta” à solução. O PSD afirma que está a ser atualizado “o estudo do processo administrativo, do plano de negócios e do perfil assistencial” necessários à eventual criação da ULS, estando prevista para 14 de outubro, em Lisboa, uma reunião com os autarcas dos municípios que integram a área de influência.

Para a estrutura distrital do PSD, uma eventual ULS própria só deverá avançar se representar “uma verdadeira melhoria” na prestação de cuidados, na gestão dos recursos, na articulação dos serviços e no acesso das populações. “Uma ULS não pode ser apenas uma mudança administrativa”, sustenta, defendendo que a criação da estrutura deverá traduzir-se em mais profissionais, maior capacidade de resposta e melhores condições para a população.

O PSD reconhece, ainda assim, os constrangimentos existentes no Hospital de Chaves, nomeadamente nas áreas da Pediatria, Medicina Interna, Cardiologia, Imunoalergologia e Ortopedia, apontando a captação e fixação de médicos especialistas como uma das principais dificuldades.

Em matéria de investimento, a distrital social-democrata destaca os 6,1 milhões de euros contratualizados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a requalificação do Serviço de Pediatria e dos internamentos das unidades hospitalares de Vila Real e Chaves. Sublinha também que, segundo informação transmitida pela ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Unidade de Cuidados Intermédios do Hospital de Chaves deverá entrar em funcionamento durante o mês de outubro, como vincou a ministra durante a audição na Assembleia da República.

O comunicado destaca igualmente investimentos previstos na rede de cuidados de saúde primários do território, abrangendo centros e extensões de saúde de Chaves, Vidago, Montalegre, Salto, Boticas, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Jales e Pedras Salgadas.

O PSD distrital defende, por isso, que a discussão sobre a ULS deve ultrapassar a disputa partidária e concentrar-se nos resultados para a população. “O Alto Tâmega e Barroso precisa de respostas”, afirma, apontando como prioridades a valorização do Hospital de Chaves.

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