Alto TâmegaPSD questiona Ministério do Ambiente sobre concessão de lítio

PSD questiona Ministério do Ambiente sobre concessão de lítio

O pedido de esclarecimentos submetido à Assembleia da República tem como objetivo saber quais os fundamentos legais e administrativos que justificam a não rescisão da licença de exploração de lítio em Montalegre, na sequência da rejeição do EIA apresentado após alteração do projeto inicial.

Os deputados do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata (PSD) querem saber porque é que o Governo não rescindiu o contrato de concessão da mina de lítio em Montalegre com a Lusorecursos e questionam a legalidade e credibilidade da nova Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

Numa pergunta entregue segunda-feira, no Parlamento, que tinha como primeiro subscritor Luís Leite Ramos, os deputados do PSD consideravam que “este novo procedimento levanta dúvidas quanto à sua legalidade e, sobretudo, quanto à sua credibilidade face ao histórico do processo, registando-se inclusivamente troca de acusações entre as instituições envolvidas”.

Os parlamentares lembraram que o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, acusou, em abril, o “promotor de falta de profissionalismo dadas as insuficiências técnicas do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) apresentado” e salientou, inclusivamente, “que seria muito improvável a concretização do projeto”.

“Tendo o ministro do Ambiente manifestado fortes dúvidas quanto à credibilidade e profissionalismo do promotor, não seria mais cauteloso rescindir o contrato de concessão, inclusivamente na defesa no interesse das populações locais e numa lógica de transparência”, perguntaram ainda, querendo também saber que “medidas serão tomadas para trazer maior transparência e escrutínio a estas decisões”.

O PSD referiu que “a credibilidade deste processo está seriamente abalada por estas mudanças de posição sem justificação clara, que a população está contra o projeto e a defesa dos seus interesses não está acautelada”.

Os deputados questionaram o ministro Matos Fernandes sobre que “fundamentos legais e administrativos sustentaram a abertura” do novo procedimento de AIA e que “motivos levaram a DGEG a manter como válidos os termos da concessão quando ocorreram mudanças no projeto apresentado pelo promotor”.

Neste sentido, querem ainda saber “por que razão não se rescindiu o contrato de concessão e se reiniciou o procedimento, permitindo uma consulta pública dos seus novos termos”.

Para os deputados do PSD, “está, portanto, em perspetiva a concretização do projeto de mina de lítio em Montalegre, caso seja emitida uma Declaração de Impacte Ambiental favorável e cumpridos outros termos legais e administrativos”.


APA abriu nova Avaliação de Impacte Ambiental para mina de lítio

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclareceu, na passada quinta-feira, que procedeu à instrução do processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do projeto da mina de lítio da empresa Lusorecursos


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