Depois do anunciado encerramento do tribunal, e eventualmente das finanças e de outros serviços, o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, está preocupado com este esvaziamento de serviços públicos no concelho e já solicitou uma reunião urgente junto do Ministério da Agricultura e Florestas para esclarecimento da situação, manifestando desde já a sua firme oposição a este e outros encerramentos de serviços públicos no concelho. Este é o primeiro passo de contestação do autarca que, sob a sua presidência, corre o risco de ver uma grande redução de serviços públicos na vila. “Como é possível uma intenção destas sabendo-se que o concelho de Mondim tem uma extensa área florestal, dá trabalho a muita gente e o próprio Estado arrecada parte da receita gerada na floresta. Ou seja, apenas leva o dinheiro mas não investe no concelho”.
Por outro lado, o município defende que “o Estado deve ter uma presença nos territórios para garantir a equidade de todos os cidadãos no acesso aos serviços públicos e não adotar uma política de concentração dos mesmos como se verifica atualmente”.
Segundo Humberto Cerqueira, com este encerramento, os utentes terão de se deslocar a Vila Real para tratar dos assuntos relacionados com a floresta, “obrigando a deslocações superiores a 100 quilómetros (ida e volta) por acessos rodoviários sinuosos”, concluiu.






