Numa altura em que há falta de recursos humanos, o presidente da associação revela que em Sernancelhe há um grupo de bombeiros “espetacular”, com “gente sempre disponível para ajudar o outro”.
“Aqueles que ainda são do meu tempo quando eu era comandante, são resmungões, mas trabalham. Antigamente, os bombeiros vinham do campo, tinham facilidade em trabalhar com ferramentas, hoje é difícil, porque estes bombeiros mais novos nunca pegaram numa enxada, num ancinho, tiveram de aprender nos bombeiros”, frisa.
“É difícil conciliar o trabalho dos assalariados da associação e o trabalho dos elementos da EIP”
António Varela – Presidente
Com uma Equipa de Intervenção Permanente (EIP), António Varela diz que “não é suficiente”, mas enquanto os serviços da EIP forem condicionados às normas atuais, “não nos interessa ter uma segunda ou terceira equipa, porque para nós é difícil conciliar o trabalho dos assalariados da associação e o trabalho dos elementos da EIP”. O presidente explicou que uma EIP “pode estar uma semana inteira à espera de uma emergência sem fazer absolutamente nada, a não ser trabalhos de limpeza, e os assalariados podem estar atrapalhados com serviços e eles não podem ajudar. É uma situação ridícula, porque parte-se do princípio que as emergências só ocorrem das 9h00 às 17h00”.
Com a reformulação da Proteção Civil associada à orgânica das CIM´s, o presidente considera que se recuou 25 anos. “Os meus operacionais dizerem-me que vão para Cheires, Favaios, são nomes que não lhe dizem nada, mas vamos cumprir a nossa missão. Qualquer intervenção do outro lado do rio Douro, somos obrigados a descer e depois subir, e com carros pesados e cheios de água, é muito complicado”.
Para o futuro, está em fase de candidatura um projeto para eficiência energética, que “queremos concretizar para reduzir despesas com a energia”.
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