Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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Vila RealSubscritor de petição insta deputados a aprovar reabertura da Linha do Corgo

Subscritor de petição insta deputados a aprovar reabertura da Linha do Corgo

O primeiro subscritor da petição que defende a Linha Ferroviária do Corgo instou hoje os deputados da Assembleia da República a aprovarem a reabertura desta via que ligava a Régua, Vila Real e Chaves.

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A petição em defesa da reativação da Linha Ferroviária do Corgo foi subscrita por 1.068 pessoas e foi entregue em março, na Assembleia da República, onde foi hoje defendida pelo seu primeiro subscritor, o ativista Daniel Conde.

“Aprovem esta reabertura, Trás-os-Montes precisa de ferrovia. Tem mais ferrovia a linha azul do metro de Lisboa do que o distrito de Bragança inteiro”, afirmou Daniel Conde, durante uma audição na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.

Esta é, defendeu, uma “oportunidade política soberana porque, pela primeira vez em décadas, há um consenso público alargado sobre a necessidade de devolver ferrovia a esta região”.

“Só falta o derradeiro passo que depende desta comissão”, frisou.

Em 1990, encerraram 71 quilómetros da Linha do Corgo, entre Vila Real e Chaves. Já em 2009, fecharam os restantes 25 quilómetros entre Vila Real e a Régua.

“Resultado? Uma região inteira complemente refém do transporte rodoviário, não por escolha, mas por imposição do Estado. Todos os partidos aqui representados já defenderam, em diferentes momentos, que a Linha do Corgo é estratégica”, realçou.

No âmbito da recente discussão sobre o Orçamento do Estado foram rejeitadas propostas do PCP, BE, Livre e Chega.

“O que esta petição pede é, precisamente, o passo que faltou, que é uma decisão política, responsável e acima de divergências partidárias”, defendeu Daniel Conde, que salientou que estas linhas de via estreita não são apenas para turismo, mas podiam ser alternativa para deslocações para trabalho, escolas ou centros de saúde.

Para o ativista, “é impossível justificar um não à reabertura da Linha do Corgo quando nem sequer existe um estudo de reabertura”.

O abaixo-assinado pede aos parlamentares que legislem “no sentido de confirmar a inclusão da reabertura total da Linha do Corgo, entre a Régua e Chaves, na versão final do Plano Ferroviário Nacional, alocando desde já as fontes/programas de financiamento e verbas necessárias que contemplem todas as fases da sua execução, desde o estudo de reabertura ao estudo prévio e de projeto, e bem assim das obras e equipamentos necessários à reativação e reposição dos serviços ferroviários subtraídos a esta região”.

Manuela Tender, deputada do Chega, lembrou que os dois troços daquela via foram desativados primeiro por um Governo do PSD e, depois, do PS, partidos que não viabilizaram as recentes propostas de reabertura no âmbito do OE, criticou o silêncio dos autarcas e garantiu que o seu partido continuará a defender a reativação desta linha.

Pelo PSD, Amílcar Almeida, alertou para a “complexidade do tema”, já que desde o fecho que parte do ramal ferroviário foi ocupado “com hortas, áreas privadas, acessos, trilhos pedonais e ciclovias”, pelo que a reativação “coloca desafios significativos em termos de traçado, expropriações, reposição de infraestruturas e custos”, o que “não significa fechar a porta ao diálogo nem às ambições legitimas da região”.

O socialista José Carlos Barbosa lembrou que mesmo que a proposta do Chega em sede do OE fosse aprovada, o Chega votou contra o OE, e defendeu que rapidamente seja feito um estudo de custo-benefício, lembrando que também esse foi o primeiro passo para o processo de reabertura da Linha do Douro até Barca d’Alva.

Angélica Teresa, da Iniciativa Liberal, disse que é preciso olhar para o sistema da ferrovia “como um todo” e não “em remendos”, defendendo que se “olhe para o plano da ferrovia a nível nacional e que se determine quais as prioridades” e “por onde se deve começar”.

Para o Livre, segundo a deputada Filipa Pinto, a ferrovia é uma prioridade, apontando entre os projetos defendidos pelo partido a reativação da Linha do Corgo.

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