Terça-feira, 28 de Maio de 2024
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Trabalhadores da Autoridade Tributária dizem que serviço “está em colapso”

Cerca de três dezenas de trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) concentraram-se esta manhã em frente à Loja do Cidadão, em Vila Real, como forma de protesto face à degradação das condições de trabalho.

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A iniciativa surge no âmbito da Campanha de Protesto Contra a Desvalorização Profissional e o Colapso da AT, com uma greve parcial a que se somam ações de rua junto a serviços de finanças e aduaneiros ao longo do país.

Jorge Cavaleiro, funcionário da AT e presidente da direção distrital do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), revelou à VTM que este protesto decorre até ao final do mês, com uma greve parcial às primeiras três horas da manhã ou às três últimas do período da tarde. “Cerca de metade dos serviços de Finanças do distrito estão encerrados, tal como aconteceu esta manhã em Vila Real. Não queremos prejudicar os colegas, nem a população, a quem queremos sensibilizar que sem a AT não há Estado social, uma vez que é a AT que arrecada 85% das receitas do Estado, pelo que para funcionar, precisa da AT. Mas parece que este Governo e outros anteriores não tem um plano definido para o serviço”.

O mesmo responsável lembrou que há cinco anos o Serviço de Finanças de Vila Real “tinha 33 pessoas no quadro e no final deste ano vai ficar apenas com 13. Ou seja, vamos esperar que o digital consiga arrecadar a receita para o Estado continuar a funcionar. Provavelmente, só quando as situações colapsarem, é que o Estado irá acordar para esta situação”.

Em comunicado, a direção distrital de Vila Real do STI sublinha que sem condições de trabalho, os profissionais da AT “não conseguem cumprir a sua missão fundamental de dotar o Estado português da receita necessária para fazer face às necessidades do Ensino Público, do SNS, da Justiça e Segurança Pública, tal como não conseguem combater eficientemente a criminalidade fiscal, a segurança da fronteira externa da União Europeia, o combate ao narcotráfico e o prestar um bom serviço no atendimento ao contribuinte”. Por tudo isto, o STI já avançou com novo pré-aviso de greve, para abril, para “dar cobertura à continuidade das ações de protesto por todo o país, podendo vir a ser sentidos constrangimentos nas repartições de Finanças, nos serviços de atendimento, de inspeção ou de controlo da fronteira”.

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