No domingo, começou verdadeiramente esta edição da competição. A Diogo Cão iniciou o dia com um treino de recuperação da viagem, com uma hora de duração. Após uma tarde de divertimento na piscina do hotel, a comitiva rumou ao Estádio de Vila Real de Santo António, para participar na Cerimónia de Abertura do Mundialito da Paz. Num estádio totalmente cheio, a “nossa” equipa foi das mais ovacionadas em virtude da originalidade no traje apresentado. Muitas das delegações questionavam o que significava, o cesto de vindima, a cabaça, a almotolia, a lancheira, entre outros acessórios. O Traje de Lavrador apresentado pela delegação Transmontana era falado na sala de imprensa, como um possível vencedor do prémio atribuído pela organização para o desfile.
A emoção bem patente nos olhos das crianças ao darem a volta ao estádio, lado a lado com as melhores equipas do mundo e perante milhares de pessoas, era a certeza do que aqui escrevemos na última edição do Nosso Jornal. A vitória destes pequenos é estarem presentes.
Sevilha 13 | 0 Diogo Cão
David contra Golias
Na segunda-feira teve lugar o primeiro jogo dos Traquinas. O marcador diz tudo. Era extremamente difícil fazer melhor. Perante um dos grandes emblemas europeus, a Diogo Cão teve uma tarefa complicada. O Sevilha, habituado a estes palcos, cedo deu indícios de que o jogo só teria um sentido. A diferença, em todos os aspectos, era enorme entre as duas equipas.
Os pequenotes Vila-realenses correram, lutaram estoicamente até ao apito final, na procura do tento de honra, que esteve por duas ou três vezes para acontecer. Mereciam-no com toda a justiça, bem como a equipa técnica, os dirigentes presentes e todos os pais que na bancada não pararam um minuto de apoiar os seus Traquinas.
Nesta primeira jornada, todos os cabeças-de-série, que têm aspirações a vencer a competição, brindaram os seus adversários com goleadas. O sentimento da delegação dos Traquinas era que o campeonato, para os seus pequenotes, só começaria verdadeiramente no segundo jogo.
Diogo Cão 1 | 3 G. D. San Diego (Ayamonte)
Resultado tremendamente injusto
Se no futebol há resultados injustos, este jogo foi disso claro exemplo.
A Diogo Cão não merecia este resultado por tudo o que fez durante o encontro. Se é certo que entrou demasiado apática, tendo sofrido o primeiro golo muito cedo, depressa se recompôs, para fazer uma exibição quase perfeita. Os Traquinas entraram muito nervosos, acusando o facto de ser um encontro praticamente decisivo, para a passagem aos oitavos-de-final. Um mau aquecimento, motivado pelo atraso na disponibilização do balneário, por parte da organização, também não ajudou. Os dois primeiros golos surgiram por crasso erro táctico. Jogar apenas com dois defesas, frente a equipas mais organizadas, limita toda a estratégia global. A entrada do terceiro elemento para o sector mais recuado, deu outro fôlego à equipa. A partir daí, foi vê-los “brilhar”. Alegria, querer e raça, levou a Diogo Cão a assumir o controlo do jogo. Num lance fortuito, em que a bola tabelou num defesa, surgiu o terceiro golo do San Diego. O golo transmontano, obtido numa bonita jogada, galvanizou ainda mais os Traquinas, que poderiam ter dado a volta ao marcador. Não o conseguiram por manifesta falta de sorte, pois tiveram inúmeras oportunidades para tal.
Com os resultados dos jogos efectuados até agora, dificilmente a Diogo Cão seguirá para os oitavos-de-final da competição principal. Resta–lhe portanto a presença nos oitavos-de-final de consolação.
Na próxima edição do Nosso Jornal, daremos mais informação do que aconteceu com a restante prestação da equipa de Vila Real, esperando no entanto, que possam regressar a casa com uma vitória pelo menos.



