Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026
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Vila RealUF Borbela e Lamas de Olo implementa projeto para evitar incêndios

UF Borbela e Lamas de Olo implementa projeto para evitar incêndios

Após incêndios e intempéries, o projeto Condal foi retomado

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Com a preocupação de promover um melhor ordenamento do seu território, especialmente dos seus espaços florestais, a União das Freguesias de Borbela e Lamas de Olo está a implementar o projeto CONDAL (Com Domínios do Alvão), cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O contrato de financiamento “prevê um investimento de cerca de 150 mil euros” e abrange as localidades (condomínios) de Borbela, Outeiro e Cravelas, numa área total de 122 hectares.

Até julho de 2025, o projeto tinha atingido uma execução superior a 60%. Contudo, a ocorrência do grande incêndio florestal de agosto que assolou uma parte significativa do território abrangidos pela intervenção, impedindo desta forma a continuidade dos trabalhos. Seguiu-se o período de fortes tempestades, que acabaram por criar novos condicionantes, o que acabou por ditar a reprogramação dos trabalhos para março de 2026.

No sábado, na sede da Junta de Freguesia, decorreu mais uma sessão de informação e sensibilização das comunidades locais, com a apresentação do calendário dos trabalhos e das intervenções programadas.

Na sessão foi destacado que os trabalhos vão iniciar-se com a reflorestação sustentável, que consiste na “instalação de espécies arbóreas e arbustivas adaptadas ao terreno, seguindo regras sustentáveis (diversidade/mosaico de espécies, espaçamento, etc.), uma atividade que servirá igualmente como campo de demonstração à população da freguesia”.

As comunidades locais serão convidadas a acompanhar e participar nas atividades. A primeira sessão está programada para 14 de março, no condomínio de Outeiro.

“A zona de instalação deste campo de experimentação tinha sido parcialmente intervencionada pelo projeto CONDAL antes do grande incêndio de agosto de 2025, tendo revelado a sua eficácia, ao contribuir para minimizar os impactes do fogo e permitido o combate do incêndio por parte das corporações de bombeiros”.

Para além de contribuir para aumentar a capacidade de defesa das aldeias contra os incêndios, o projeto “visa também fomentar a retoma de práticas e atividades agroflorestais que possam contribuir para aumentar o interesse económico, ambiental e social proporcionado pelos espaços florestais”.

O projeto procura também recuperar antigos conhecimentos das populações locais, que “possam contribuir para a construção de uma nova visão da floresta, um bem fundamental para o equilíbrio ambiental dos ecossistemas”.

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