InícioMacedo de CavaleirosUm milhão de euros para substituir condutas de água em quatro aldeias

Um milhão de euros para substituir condutas de água em quatro aldeias

Investimento será para reduzir as perdas de água no concelho e será financiado pelo Fundo Ambiental

A Câmara de Macedo de Cavaleiros anunciou que “vai continuar a apostar na redução das perdas” de água no concelho. Para isso, irá avançar com a substituição das condutas de água em quatro aldeias, Castelãos, Amendoeira, Vale da Porca e Cortiços, que são as localidades com maiores problemas registados e por onde vai começar uma aposta que visa a substituição de condutas em mau estado.

O investimento, de um milhão de euros, será financiado a 100%, em resultado de uma candidatura ao Fundo Ambiental.

Rui Vilarinho, vice-presidente da autarquia e vereador com o pelouro da rede de abastecimento, explica que a escolha destas quatro aldeias obedece a um critério de maximização do investimento. “Estamos a falar das quatro aldeias com mais problemas registados ao nível da perda e roturas de águas, pelo que faz todo o sentido que os trabalhos de substituição da rede tenham o seu início aqui”, explica. O vice-presidente da autarquia afiança que “esta vai ser uma intervenção de fundo e que, acreditamos, irá ajudar a terminar com as perdas e fugas de água nestas quatro localidades macedenses”.

Recorde-se que, nos últimos cinco anos, a autarquia de Macedo de Cavaleiros tem vindo a realizar um trabalho sustentado na monitorização de toda a rede de abastecimento de água, de modo a reduzir as perdas e roturas. “Durante muitos anos fomos sempre classificados como o município que mais perdas de água registava”, recorda Rui Vilarinho. Contudo, no relatório de 2020 da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), o município deixou, por fim, a liderança desse ranking.

“Temos apostado na instalação de medidores de caudal para identificar perdas e furtos de água e isso já nos trouxe resultados claros”, frisa o vice-presidente, adiantando que o concelho passou de perdas de água na “ordem dos 84%, em 2016 e 2017, para valores de 68% em 2020”.

“Sabemos que ainda são perdas muito avultadas. É água que pagamos ao fornecedor e não chegamos a cobrar aos munícipes porque não chega às torneiras de casa”, sustenta Rui Vilarinho. Porém, o vice-presidente recorda que “estamos a falar de uma rede muito antiga, que durante décadas não foi alvo de qualquer investimento de modernização”.

O vice-presidente adianta ainda que “a autarquia tem feito um esforço grande na monitorização da rede para identificar mais facilmente perdas ou furtos de água. E acreditamos que no final deste ano já vamos reduzir estes valores para níveis abaixo dos 60%”. Redução que será ainda maior com a extensão da substituição das condutas a outras aldeias do concelho. “É um trabalho que queremos continuar e, por isso, vamos candidatar os nossos projetos a outros financiamentos”.

 

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