Sexta-feira, 1 de Maio de 2026
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Um morto e quatro feridos em incêndio

Um incêndio, que deflagrou ao início da tarde de quinta- -feira da semana passada, na aldeia de Cicouro, Miranda do Douro, provocou um morto e ferimentos em quatro bombeiros da corporação mirandelense, três deles em estado considerado grave. As vítimas foram helitransportadas para o Hospital de São João, no Porto.

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Mais uma tragédia a enlutar os bombeiros portugueses aconteceu desta vez no concelho de Miranda do Douro, com a perda de uma vida. Segundo o comandante dos bombeiros de Miranda do Douro, Luís Martins, uma mudança súbita na direção do vento apanhou os soldados da paz de surpresa na viatura onde seguiam. O carro ficou completamente destruído.

A vítima mortal, António Nuno Ferreira, apresentava um quadro clínico «muito grave», com disfunção cardiopulmonar, não tendo resistido à gravidade das queimaduras. O homem morreu no Hospital da Prelada, no Porto, não resistindo às queimaduras que lhe cobriam mais de 90 por cento do corpo. António Nuno Ferreira, operador de central no quartel dos bombeiros de Miranda do Douro, era casado e deixa um filho menor. Era natural de São Martinho de Angeira, uma aldeia próximo do local do incêndio.

Entretanto, continua com prognóstico muito reservado um dos bombeiros, com 25 anos, internado no Hospital da Prelada, que também ficou gravemente ferido no combate ao incêndio em Miranda do Douro. Tem queimaduras do terceiro grau em 70% a 80% da superfície corporal, continua com assistência de ventilação mecânica, apresenta uma disfunção multiorgânica em tratamento.

O presidente da Câmara, Artur Nunes, esteve no local desde o início da ocorrência e manifestou “toda a solidariedade e apoio aos familiares e amigos do falecido e dos bombeiros feridos”, estando disponível para lhes prestar o apoio que possam precisar. “É preciso muita coragem para enfrentar um incêndio com a dimensão do que tivemos aqui e estes homens e mulheres enfrentaram-no para tentar salvar a nossa floresta, a nossa agricultura, os nossos bens”, continuou.

Este incêndio foi dramático também em relação aos prejuízos materiais que provocou. “Arderam colmeias, cereais, floresta, enfim os prejuízos são avultados e o cenário é desolador”, explicou.

Prejuízos que, a devido tempo, vão ser calculados, a situação vai ser analisada no sentido de perceber se existe alguma possibilidade de conseguir ajudas para tentar diminuir o impacto do incêndio na economia local. De referir que, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo visitou os familiares da vítima.


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