O trabalho decorre no âmbito do projeto BIOsCherry – Inovação e Sustentabilidade na Produção de Cereja com Bioestimulantes Naturais, coordenado pela investigadora Berta Gonçalves e financiado pela Fundação “la Caixa”. Iniciado em janeiro deste ano, o projeto terá uma duração de 36 meses e conta com um financiamento global de 307.437,49 euros, dos quais 149.616,49 euros são destinados ao CITAB/UTAD, de acordo com a informação do projeto.
A investigação pretende valorizar recursos endógenos para criar produtos naturais capazes de ajudar as cerejeiras a responder a condições ambientais adversas. Os novos bioestimulantes deverão aumentar a tolerância das árvores a diferentes situações de stress, contribuindo para melhorar a produtividade e a qualidade dos frutos.
O objetivo passa pela criação de linhas de produtos-protótipo de valor acrescentado, reunidas sob a identidade “BIOsCherry”. O plano de trabalho abrange desde o desenvolvimento de novos bioestimulantes, através de processos de produção escaláveis e ambientalmente sustentáveis, até à avaliação da qualidade e da bioatividade das cerejas.
Os produtos mais promissores serão posteriormente testados em cerejais de Trás-os-Montes e do Fundão. Nesses ensaios será avaliado o impacto dos bioestimulantes na fisiologia das árvores, na adaptação às condições ambientais, na produtividade e na qualidade da produção.
Embora o projeto esteja centrado na cultura da cerejeira, as soluções desenvolvidas poderão, no futuro, encontrar aplicação noutras fruteiras, como a macieira, a pereira e o pessegueiro, assume a instituição de ensino superior.
Com o BIOsCherry, o CITAB reforça a aposta em soluções de base natural para responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas. O projeto quer conjugar inovação, economia circular e valorização dos recursos endógenos, procurando também contribuir para o desenvolvimento sustentável das regiões produtoras e para a transferência de conhecimento científico para o setor agrícola.



