O Governo criou um grupo de trabalho para coordenar o plano de vacinação contra a Covid-19. A primeira versão do documento já foi apresentada e prevê três fases em 2021 e define os critérios para a distribuição e administração da vacina.
A vacinação arranca em janeiro, em mais de 1200 pontos, em centros de saúde, estando disponíveis mais de 22 milhões de doses, no âmbito dos acordos entre seis farmacêuticas e a União Europeia, o que representa um custo de 200 milhões de euros.
Para já, estão garantidas 6,9 milhões de doses da candidata da Astrazeneca, 4,5 milhões da Johnson & Johnson’s, 1,8 milhões da Moderna e 4,5 milhões da Pfizer/BioNTech, que deverão ser as primeiras a chegar já nos primeiros dias de 2021.
1ª FASE
Na primeira fase, que arranca em janeiro e poderá estender-se até abril, e de acordo com o plano, serão vacinadas 950 mil pessoas, com 50 ou mais anos e com patologias associadas, profissionais e residentes em lares e unidades de cuidados continuados e profissionais de saúde que prestem cuidados diretos no âmbito da pandemia ou as forças de segurança “considerados de serviço crítico” ,cuja “elencagem tem ainda que ser afinada”, explicou o coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação, o ex-secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos.
2ª FASE
As pessoas a partir dos 65 anos saudáveis ou que não residam em lares ou em unidades de cuidados continuados serão imunizadas apenas numa segunda fase, num total de 1,8 milhões e à semelhança dos 900 mil cidadãos entre os 50 e os 64 anos com outras patologias (diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial.)
Esta segunda fase deverá decorrer no segundo trimestre de 2021, podendo estender-se até julho, mediante o ritmo de abastecimento das seis vacinas para as quais já existem acordos prévios de aquisição.
3ª FASE
Na 3ª e última fase será vacinada o resto da população, a partir de julho, incluindo todos os residentes em Portugal mesmo que a sua situação não esteja regularizada, se os prazos de entrega previstos não forem alterados, entretanto. Se isso acontecer, serão definidos um terceiro e quarto grupos prioritários.
No dia da apresentação do plano, Francisco Ramos referiu ainda que para além da monitorização das reações adversas, da possibilidade de agendamento da vacinação e do desenvolvimento de estudos de seguimento clínico, prevê-se “uma campanha de comunicação ampla, que gere confiança na população”. No documento explicita ainda que os cidadãos terão que dar o “seu consentimento esclarecido”, depois de serem informados sobre as “precauções”, as “contra-indicações” e a possibilidade de ocorrência de “reações adversas”, ainda que estas sejam “raras ou muito raras”.
A vacinação será universal, gratuita e facultativa.






