Sábado, 18 de Setembro de 2021

Vacinação dos jovens poderá avançar a partir de 14 de agosto

Os jovens com menos de 18 anos deverão começar a ser vacinados contra a Covid-19 a partir do dia 14 de agosto. Para que tal aconteça, falta apenas a aprovação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Numa altura em que 52,4% da população portuguesa já tem a vacinação contra a Covid-19 completa, o processo começará a ser alargado aos mais jovens.

Segundo o vice-almirante Gouveia e Melo, “a 14 de agosto vamos iniciar a vacinação dos adolescentes dos 16 e 17 anos. Entre os 12 e os 15 anos será nos dois fins de semana a seguir, isto se a DGS concordar e perceber a importância da vacinação desta faixa etária da população”.

O coordenador da ‘task force’ falava à margem da reunião com o Infarmed, que juntou especialistas, Governo, presidente da Assembleia da República e presidente da República para analisar a situação epidemiológica.
Para Gouveia e Melo, esta “ainda é uma faixa muito significativa” da população portuguesa, tendo em conta que representa cerca de 1,5 milhões de pessoas até aos 15 anos de idade.

“É uma quantidade muito elevada de pessoas suscetíveis ao vírus e com uma grande mobilidade, por causa das escolas e dos infantários, e um grande contacto comunitário”, lembrou.

MAIS INFORMAÇÃO

Mas se há quem queira avançar com a vacinação, há quem peça mais informação, como é o caso da Ordem dos Enfermeiros (OE).

“Considerando a evidência científica à data e ponderado o facto de que os benefícios para o grupo etário pediátrico saudável parecem ser limitados, entende-se ser prudente aguardar por uma maior e mais robusta evidência científica quanto aos benefícios e efeitos a médio e longo prazo, antes de ser tomada uma decisão de vacinação universal deste grupo etário”, refere a OE num parecer enviado à DGS.

A OE considera que a “prioridade se deve centrar no processo de vacinação de pessoas com mais de 18 anos da forma mais célere possível” face à situação epidemiológica.

INTERVALO ENTRE DOSES

Entretanto, a ‘task force’ solicitou à DGS que o período entre doses seja reduzido, de forma a aumentar a proteção da população.

“Pedimos à DGS para encurtar o intervalo para as segundas doses, porque, uma vez que vamos avançando nas primeiras doses para percentagens quase finais de vacinação, é importante reduzir o intervalo para as segundas doses dentro do que são as recomendações das vacinas, porque, ao fazermos essa redução, aumentamos fortemente a proteção contra o vírus”, explicou Gouveia e Melo.

Relativamente ao processo de vacinação, o mesmo responsável referiu que “há uma corrida entre o ritmo de vacinação e a incidência, e nós estamos a ganhar essa corrida, mas não podemos folgar este ritmo, porque isso é ‘dar oxigénio’ ao vírus e temos de continuar a um ritmo muito elevado”, aproveitando para agradecer aos cerca de 4.700 profissionais envolvidos no processo de vacinação.

Gouveia e Melo revelou ainda que já foram vacinados pelo menos 255.888 cidadãos estrangeiros e apesar de o balanço ser positivo, avisa que “o ritmo de vacinação não pode abrandar até ao final do verão”.

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