Apesar da chuva que caiu na semana passada, a preocupação dos agricultores com a falta de água continua. Os 20 por cento de nível de água na barragem de Santa Justa, das represas de Ribeira Grande e do Arco motivam muita apreensão. Só a área destas barragens atinge os 1600 hectares no perímetro de rega, para além do sub-bloco da Burga, que está já sem água.
O presidente da Associação de Regantes do Vale da Vilariça, Fernando Brás, fez ao Nosso Jornal o ponto da situação referente a problemática. “O grande problema está no sub-bloco da Burga, mais a norte do vale, já que desde setembro que não tem uma gota de água para regar. Agora, os agricultores, cerca de 200, têm que aguentar esta situação. Todas as culturas são penalizadas mas a azeitona de conserva fica fortemente penalizada, já que não vai ganhar calibre para ir para o mercado”.
Este responsável afirma que as culturas de outono e de inverno não podem ser feitas e nos pomares houve prejuízo na colheita de pêssego. “Os prejuízos poderão ser ainda mais elevados no próximo ano se não vier um inverno chuvoso”. “Neste momento já não há reservas de água no solo e no arranque da próxima primavera poderá ser complicado”, acrescentou. As reservas estão muito abaixo do que era de esperar para esta época do ano, e se o inverno não for chuvoso todo o Vale da Vilariça ficará completamente afetado.
O Vale da Vilariça tem uma área de 34 mil hectares formando uma pequena planície de aluvião com 5000 hectares. A fertilidade das suas terras propicia as culturas frutícolas e hortícolas, bem como a olivicultura.




