Domingo, 3 de Julho de 2022

Vila Real foi o centro de discussão política do Ensino Superior

Associativismo e Cidadania, Processo de Bolonha, Acção Social e o Relatório OCDE foram alguns dos temas que ocuparam o fim-de-semana de cerca de duas centenas de dirigentes associativos de mais de 70 Associações Académicas e de Estudantes que participaram em mais um ENDA, altura em que os estudantes agendaram, já, uma acção de protesto, para […]

Associativismo e Cidadania, Processo de Bolonha, Acção Social e o Relatório OCDE foram alguns dos temas que ocuparam o fim-de-semana de cerca de duas centenas de dirigentes associativos de mais de 70 Associações Académicas e de Estudantes que participaram em mais um ENDA, altura em que os estudantes agendaram, já, uma acção de protesto, para o início do próximo semestre de aulas.

 

Os objectivos sugeridos no relatório do estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) “de passagem para um modelo de gestão privada das instituições de Ensino Superior e da política de aumento das propinas” foram criticados, fortemente, por várias organizações estudantis que, nos dias, 15, 16 e 17, participaram no Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA) que decorreu na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Segundo as moções apresentadas e aprovadas pela maioria dos cerca de 200 dirigentes de 70 Associações que marcaram presença, os estudantes (que voltarão a reunir-se, em Março do próximo ano) deverão agendar, para breve, uma “acção de protesto”, contra problemáticas como os resultados que poderão surgir do Relatório OCDE, mas, também, contra aspectos como corte orçamental previsto pelo Governo, para 2007, o quadro legislativo relativo ao Associativismo Juvenil, a desresponsabilização do Estado quanto aos apoios sociais directos e indirectos aos estudantes do Ensino Superior, entre muitas outras questões.

“Condenamos o relatório da OCDE, quando afirma que, embora as propinas portuguesas estejam, já, entre as mais elevadas da União Europeia, os 900 euros por ano como limite máximo continua a ser demasiado modesto, em comparação aos preços no Reino Unido, Austrália e Estados Unidos da América”, sublinha a moção, apresentada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e pela Associação de Estudantes do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

As moções aprovadas reflectem a luta dos estudantes “por um futuro do Ensino Superior de maior qualidade, pelo financiamento integral dos dois ciclos de estudos à luz do Processo de Bolonha, pela avaliação sistemática dos docentes das várias instituições, pela avaliação rigorosa da qualidade das várias instituições e por um maior empenho na integração dos licenciados, no mercado de trabalho, entre outras questões.

O próximo encontro de dirigentes associativos ficou marcado para Março de 2007. Até lá, os estudantes prometem não baixar os braços, estando, mesmo, a organizar uma acção de protesto, a nível nacional.

 

Maria Meireles

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