Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Vila Real vai perder agência do Banco de Portugal

No dia 2 de Novembro, a agência do Banco de Portugal, em Vila Real, completará o seu 114.º aniversário, mas tudo indica que seja o último, tendo em conta que está previsto, para os “próximos meses”, o seu encerramento. Uma opção que já levantou algumas vozes de descontentamento, na capital de distrito. “O Banco de […]

No dia 2 de Novembro, a agência do Banco de Portugal, em Vila Real, completará o seu 114.º aniversário, mas tudo indica que seja o último, tendo em conta que está previsto, para os “próximos meses”, o seu encerramento. Uma opção que já levantou algumas vozes de descontentamento, na capital de distrito.

“O Banco de Portugal deu início ao processo que conduzirá ao fecho da sua agência de Vila Real”, embora não haja ainda confirmação sobre a data do seu encerramento, confirmou, ao Nosso Jornal, fonte daquela instituição bancária.

Segundo a mesma fonte, o processo deverá estar concluído “dentro de meses”. No entanto, ainda não há indicações precisas sobre o futuro dos funcionários, sendo apenas uma certeza que a questão será estudada “caso a caso”, acautelando todos os seus direitos.

A notícia do encerramento já motivou manifestações de descontentamento, por parte de várias entidades da cidade, como a Associação Empresarial Nervir e a Associação Comercial e Industrial de Vila Real.

José Caldeira, Deputado Municipal eleito pela Coligação Democrática Unitária (CDU), adiantou, ao Nosso Jornal, que vai levar a questão à Assembleia Municipal, marcada para o dia 24, com o intuito de sensibilizar a autarquia para a necessidade de tomar uma posição e de informar as forças vivas da cidade, relativamente à perda da agência.

“Estamos a falar da extinção de oito postos de trabalho”, sublinhou o Deputado Municipal, mostrando-se veemente contra o encerramento da delegação de uma instituição com responsabilidade acrescida na vida dos cidadãos, como é o Banco de Portugal.

José Caldeira levantou ainda a questão do futuro do edifício que serve de morada à agência, uma infra-estrutura que, “há meia dúzia de anos”, já sob a alçada do actual Administrador do Banco de Portugal, foi alvo de obras de requalificação, orçadas em 1,5 milhões de euros.

“Como é possível fazer um investimento destes, sem ter planeado o futuro e numa altura em que a situação económica do país não é a melhor? Não cabe na cabeça de ninguém”, lamenta o mesmo responsável político.

O Banco de Portugal também não avança com informações sobre o futuro do edifício da agência centenária que vai, assim, juntar-se à lista, já extensa, de encerramentos, entre os quais estão as Delegações de Bragança e Lamego. Na Região Norte, ficarão em funcionamento, apenas, as de Viseu, Braga e Porto.

Salientando, exactamente, o encerramento das outras delegações transmontanas, Manuel Martins já se mostrou “veemente” contra o “fim anunciado” do balcão vila-realense.

“O Banco de Portugal, Banco Central da República Portuguesa, foi criado por Decreto Real de 19 de Novembro de 1846, em resultado da fusão do Banco de Lisboa, primeiro banco português, fundado em 1821, e da Companhia Confiança Nacional, uma sociedade de investimento, especializada no financiamento da dívida pública”.

Entre outras responsabilidades, “compete, especialmente, ao Banco, velar pela estabilidade do sistema financeiro nacional, assegurando, com essa finalidade, designadamente, a função de refinanciador de última instância”.

 

Maria Meireles

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