Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

Voluntários fazem o trabalho com “grande profissionalismo”

Está à porta mais uma edição das corridas de Vila Real, onde os voluntários têm um papel fundamental na organização de todas as provas.

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Têm as mais diversas funções, algumas requerem muita responsabilidade e são executadas com grande profissionalismo, pelos cerca de 500 voluntários que fazem parte da organização do Circuito Internacional de Vila Real.

Todos mostram uma grande paixão pelas corridas e gostam de as viver por dentro, em qualquer função que lhe é atribuída.

São todos de Vila Real e as corridas já fazem parte do seu ADN. Fernando Macedo, de 50 anos, é mecânico e desde muito novo que gosta da adrenalina dos motores. “Comecei a trabalhar em mecânica com 13 anos e sempre gostei de trabalhar em equipa. Estou no Clube Automóvel de Vila Real (CAVR) há mais de 20 anos”, onde existe “muita camaradagem e eu gosto disso”.

Como voluntário está sempre disponível para abraçar qualquer tarefa. Depois de ter desempenhado várias funções, em 2017 fizeram-lhe o pedido para conduzir o carro médico durante as provas. “Foi um pedido muito em cima da hora, mas aceitei o desafio e este ano devo fazer o mesmo”.

Fernando Macedo ainda se lembra das antigas corridas. “Eu já trabalhava na Renort e quando passavam os carros à porta, lá estávamos nós a vê-los passar”, conta, adiantando que hoje as corridas mudaram muito. “A tecnologia é completamente diferente, mas continuo a adorar os clássicos e o barulho dos motores”.
Para estar a 100% nesta missão, Fernando tira férias do trabalho para ser voluntário, assim como outros voluntários.

É o caso de Daniel Almeida, que está no CAVR há 16 anos. Trabalha na Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e “queima” cerca de 16 dias de férias para as corridas do clube. “Em casa não é fácil, porque são muitos fins de semana, mas lá vão compreendendo”.

O responsável pela segurança, que fica no ‘Race Control’, refere que nasceu quando terminaram as corridas no antigo circuito. “Sempre tive o bichinho pelos automóveis, nunca consegui correr, porque não tenho disponibilidade financeira. Foi então que decidi vir para a vertente da organização”.

Há cerca de 9 anos, Maria Soares, de 26 anos, foi “empurrada” pela irmã para o voluntariado no CAVR, mas as corridas já faziam parte da sua família. “As corridas estão no sangue de todos os vila-realenses e gosto mesmo de estar por dentro da organização”.

Maria trabalha como uma “oficial de prova”, em que faz a ligação entre o diretor de prova e os comissários desportivos, que estão nos colégios. “É um trabalho desgastante fisicamente, mas faz-se bem, porque somos vários a ter esta função”.

O dia de trabalho começa cedo, por volta das 7h00 e não tem horário de saída. “Depende como decorrem as corridas, não sabemos bem a hora a que saímos, mas nós fazemos isto com gosto e isso não cansa”.

André Magalhães, de 20 anos, é a segunda vez que vai participar nas corridas de Vila Real e ficará nas grelhas. “A minha função é meter o carro dentro de uma caixa para que ele não fique mais à frente e em vantagem com um concorrente”.

O tio foi o impulsionar da sua vinda para o clube, uma missão que abraça com “enorme vontade de ajudar” e estar por dentro desta “grande organização”.

Miguel Pinto tem 21 anos, mas desde os 16 que se juntou ao CAVR para sentir por dentro a adrenalina das corridas. “Sempre tive grande paixão por tudo o que envolve carros e motores”.

Além disso, o pai é comissário de pista e a mãe entrou este ano para o clube. “Somos uma família de voluntários”, confessa, acrescentando que este ano vai trabalhar com o “Rescue”, que faz a intervenção na pista quando é necessário rebocar algum carro, por exemplo.
Desde miúdo que nunca perdeu uma edição. “O meu pai saía cedo para trabalhar na pista, eu pegava na bicicleta para chegar antes de começar o primeiro treino e ver tudo. As corridas têm sempre algo de muito especial na minha cidade”.

Apesar de confessaram que são dias “muito cansativos”, todos fazem isto por gosto, num grupo “unido e espetacular”.

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