Agostinho Chaves
Agostinho Chaves
Trata o jornalismo por tu. Colabora com a VTM há mais de 25 anos. Foi Diretor entre 2014 e 2019. Passou por meios de comunicação nacionais, como o Comércio do Porto e a Rádio Renascença.

25 de abril

O 25 de abril permanece na memória dos portugueses, mas, como não deixa de ser evidente, o seu impacto refreou com o tempo das novas conquistas, das novas descobertas, dos novos valores, das novas ideologias, das novas tecnologias, das novas formas de comunicação e de relacionamento entre as pessoas, das novas preocupações, também.

Para quem o viveu diretamente, lembrar-se-á do que foi dito, então, sobre o futuro de Portugal e das suas gentes. Para quem falou de um novo futuro, nessa altura, veio a conhecer agora esse mesmo futuro e decerto se emocionará entre os desejos de então e as realidades de hoje.

Tudo o que foi construído para a obtenção desse futuro (afinal, este futuro que já é presente) foi de uma inegável importância. O nosso país tem sentido inúmeras dificuldades, tem encontrado sucessivos obstáculos no seu trajeto, mas continua firme no contexto das demais nações do mundo, especialmente nas do continente europeu onde nos integrámos com dignidade, fazendo esquecer o “orgulhosamente sós” que Oliveira Salazar pronunciou.

E se o mesmo Salazar dizia que “Portugal não é um país pequeno”, diremos hoje que Portugal não é um país vazio. Estamos vivos, atuantes, defendemos conceitos novos que nos integram na modernidade do mundo.

Temos razões para nos sentir confiantes no futuro que hoje se abre às novas gerações. E foi o 25 de abril que o permitiu.
 

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