Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025
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A austeridade e o discurso do governo

Creio ter percebido bem a situação a que chegámos e a crise que nos está a afetar. Não tenho dúvidas que José Sócrates, que teve coisas boas e coisas más, foi apanhado na enxurrada da crise internacional e não se apercebeu da sua dimensão. Penso que um dos defeitos do anterior Primeiro-Ministro foi a sua teimosia que vai muito para além do razoável. A teimosia e o sectarismo político cegaram-no e não lhe permitiram a lucidez de ver a floresta para além da árvore, persistindo em formar um governo minoritário em 2009, negando a evidência de uma crise já instalada e, assim, continuando com as mesmas políticas, como se nada fosse, nem sequer dando ouvidos ao seu Ministro das Finanças. Resultado, pedido de ajuda tardio, já com o país em bancarrota, derrota pesada nas eleições, negociações com a “troika” de chapéu na mão, a ter que aceitar as condições leoninas que nos impuseram, sob pena de não termos dinheiro para nada!

Tudo seria diferente se Sócrates, após as eleições de 2009, tivesse negociado com o PSD e, eventualmente, com o CDS, um programa de governo para salvar o país. Naturalmente, que o PCP e o BE, por serem antieuropeístas e contra a economia de mercado, excluíram-se à partida, o que foi confirmado nas eleições de 2011, em que foram claramente rejeitados pelo voto popular.

Foi pena, porque José Sócrates tem qualidades e também fez coisas boas e, nesse sentido, podia ter ajudado nesta fase difícil do país.

Entretanto, virou-se o ciclo político, veio um novo governo e uma nova política em que o rigor e a austeridade são as palavras de ordem. O acordo assinado com a

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