Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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“A comunicação social toca na ferida e muitos não gostam”

Um Governo já caiu por causa de um trabalho jornalístico e políticos foram presos por notícias que deram conta de algo negativo que fizeram. A comunicação social “toca na ferida”, afirma Carmen Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Pegarinhos, no concelho de Alijó, admitindo que “essa é a função do jornalismo e não dar apenas notícias boas”. E lamenta que haja “pessoas e partidos a quererem abafar um bocadinho o jornalismo”.

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Olhando para os órgãos de comunicação social regionais, Carmen compara-os às juntas de freguesia, porque “ambos estão próximos da população”.

“Os jornais regionais, como a VTM, ajudam-nos a dar conta do que se vai fazendo na nossa freguesia. Recorremos muito a eles para chamar pessoas ao nosso concelho, aos nossos eventos e, no fundo, mostrar aquilo que a freguesia tem para oferecer”, refere, mostrando-se preocupada com o facto de, na região, existirem cada vez menos órgãos de comunicação social, desde logo porque “os órgãos nacionais não dão tanto destaque ao que se passa aqui”.

Mas há também jovens da terra que ajudam nessa tarefa. É o caso de Andreia Sousa, habitante de Pegarinhos, que, recentemente, se formou em jornalismo e que vai fazendo e publicando vídeos na internet.

“Já fiz vídeos sobre a produção da azeitona e de cantigas que os antigos cantavam, por exemplo”, indica, confessando que “é uma forma de perpetuar para as gerações futuras aquilo que se vai fazendo por Pegarinhos”.

FREGUESIA

Situada na margem direita do rio Tinhela, a freguesia de Pegarinhos, que limita a norte o concelho de Alijó, apresenta longínquas marcas de ocupação territorial ainda hoje percetíveis na paisagem montanhosa que a circunda.

Com 18,78 km² de área e 394 habitantes (segundo dados dos Censos 2021), a freguesia pertenceu ao concelho de Murça até outubro de 1855, quando, por decreto, passou para o concelho de Alijó.

Um dos pontos altos desta freguesia é a Romaria de Nossa Senhora dos Aflitos, que se realiza, todos os anos, no último fim de semana de agosto.

Composta pelos lugares de Castorigo, Pegarinhos e Vale de Mir, nesta freguesia predominam as amendoeiras que, para além de fornecerem o seu fruto, proporcionam um cenário de beleza na época da floração. A elas juntam-se as vinhas e as oliveiras que contribuem, igualmente, para a economia e paisagem de Pegarinhos.

Nas palavras de Carmen Pinto, “é uma freguesia recheada de história e encanto, com locais repletos de beleza arquitetónica como o Santuário de Nossa Senhora dos Aflitos, a Igreja Matriz de Pegarinhos, a Capela de São  Bartolomeu, a Capela de São Francisco, a ponte de pedra sobre o regato do Souto, as casas senhoriais que ladeiam o largo principal, as alminhas e nichos de alminhas que acompanham os caminhos mais recônditos,  o nicho do Santo Cristo, o Castro de Vale de Mir e o Castelo de Castorigo”.

“Sabemos bem que Pegarinhos é fonte rica em conhecimento humano, cultural e gastronómico, sabe receber como ninguém e quem por Pegarinhos passa, volta a passar e pode ficar”, conclui.

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