Foi fundada por Luciano Pereira, diretor pedagógico, maestro da orquestra de sopros e professor de flauta transversal, e por Marcelo Almeida, diretor executivo da AAC.
A comunicação entre a Academia de Artes de Chaves e o Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins é feita através dos diretores de turma, nas reuniões de Conselho de Turma, onde se tentam organizar da melhor forma “A organização é boa, tem dado muitos frutos durante estes anos. Então é boa”, confessa Luciano Pereira.
Há, por vezes, a necessidade de momentos musicais em eventos que envolvem a escola, e são os alunos mais preparados da AAC, escolhidos pelos respetivos professores de instrumento, que performam nessas cerimónias. Isto é um exemplo de como existe uma interação entre os alunos da Academia de Artes de Chaves com o Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, cujos objetivos são aumentar a autoestima dos alunos em relação à sua performance, fazendo com que se sintam motivados pela diferença e, principalmente, que possam mostrar o trabalho desenvolvido durante o ano.
Certamente, existem diferenças do ensino regular para o ensino articulado. Esta mudança começa pelas disciplinas que diferem. O ensino regular dispõe das disciplinas semestrais alternadas, TIC, Educação Tecnológica, Teatro e, durante todo o ano, Educação Visual. Já no ensino articulado, são lecionadas as disciplinas de formação musical, classe de conjunto (coro ou orquestra) e instrumento, onde se aprende a tocar o instrumento escolhido nas provas de acesso realizadas na AAC. Estas disciplinas que o ensino articulado contém, são dadas em conjunto. A formação musical é lecionada na escola, com a finalidade de aproximar as duas instituições, enquanto a classe conjunto e as aulas de instrumento são dadas no edifício da Academia de Artes de Chaves, conforme o protocolo definido.
“O centro disto tudo é a música e o estudo de um instrumento musical […]. Assim sendo, tal como se tem de estudar para as disciplinas de Português ou Matemática, também se tem de fazer um estudo continuo para a música”, diz Luciano Pereira, com a intenção de dar o incentivo a todos os músicos que estudam na Academia de Artes de Chaves e no Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins. A interação entre as duas escolas é boa, mesmo tendo objetivos de ensino centrados em perspetivas diferentes. As duas escolas juntaram-se e, agora formam jovens cultos e com níveis de musicalidade elevados, que ganham prémios pelo mundo fora.






