Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021

A Escola do Futuro

O Agrupamento de Escolas Diogo Cão repensou a sala de aula e agora a inovação e a alta tecnologia estão ao serviço do ensino e da aprendizagem

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Entrar na Escola Básica 2/3 Diogo Cão é já por si uma experiência enriquecedora. Os projetos tornam os espaços mais dinâmicos e coloridos, mas, em breve, viver-se-á nesta instituição um ambiente educativo completamente inovador. O sonho começou a ganhar forma e a Sala de Aula do Futuro é agora uma realidade.

Trata-se de uma tendência que está a conquistar cada vez mais espaço nos estabelecimentos de ensino e tem como objetivo integrar novas formas de aprendizagem com acesso a tecnologia de ponta, de modo a proporcionar um ambiente de aprendizagem a pensar no desenvolvimento de competências do século XXI. 

Até ao momento, a escola Diogo Cão, em Vila Real, é a única na região de Trás-os-Montes e Alto Douro a dispor destes cenários inovadores, criados pela European Schoolnet (EUN), permitindo aos alunos adquirir as competências digitais para o século XXI definidas pela União Europeia. Constitui-se como uma organização que tem como finalidade apoiar e contribuir para a promoção da inovação no ensino e na aprendizagem das escolas europeias.

Armando Félix, professor e coordenador da Sala do Futuro, explica que “o que pretendemos é que haja uma inovação significativa ao nível da sala de aula, essencialmente de âmbito pedagógico. Nós verificámos que esta mudança pedagógica tem que ser, neste momento, acompanhada pelos equipamentos digitais”.

Este projeto surge também pelo facto de esta ser uma escola abrangida pelo programa de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), cuja missão passa pela prevenção e redução do abandono escolar precoce e do absentismo, redução da indisciplina e promoção do sucesso educativo de todos os alunos, associado a projetos como “Ninhos Pedagógicos”, “Gabinete de Apoio ao Aluno” e “PlusBand”, inscritos no plano de melhoria TEIP. 

Sendo necessário um investimento avultado que, na maior parte das vezes as instituições de ensino não conseguem suportar, o coordenador revela que “aproveitámos a oportunidade de sermos uma escola TEIP e, ainda, dentro daquilo que são as verbas do programa, a atribuição, a nível do Norte 2020, de uma importância destinada às novas tecnologias, através da apresentação de um projeto específico, onde estas tinham que ser obrigatoriamente inovadoras”. 

Alunos do Século XXI

A Sala de Aula do Futuro comporta ambientes educativos aliciantes que privilegiam a ação do aluno, estimulando a sua motivação, criatividade e envolvimento na construção individual e coletiva do conhecimento. É constituída por seis zonas de aprendizagem diferentes (“criar”, “interagir”, “apresentar”, “investigar”, “colaborar” e “desenvolver”), compostas por equipamentos tecnológicos que permitem aos professores desenvolver metodologias de ensino totalmente inovadoras, de modo a proporcionarem uma experiência de aprendizagem dinâmica e interativa. 

É através destas práticas inovadoras que se formarão os alunos do futuro, cidadãos com as competências fundamentais para aquilo que a sociedade e o mercado de trabalho do século XXI exigem. 

Espaços multimodais de suporte a múltiplas pedagogias

“Os alunos, hoje em dia, querem mais do que uma simples projeção e interatividade com os manuais. Querem algo diferente e, quanto a nós, a diferença passou por revolucionar a sala de aula ao nível da estrutura, agora dividida por setores que vão ter objetivos específicos. Cada uma das partes da sala está adequada às metas a atingir e o objetivo é que os alunos do agrupamento comecem a ter, desde o pré-escolar, uma aposta significativa naquilo que é o digital”. 

Impressão 3D – Tecnologia inovadora que permite aliar a teoria à prática

Autonomia, criatividade, responsabilidade, pensamento crítico e resolução de problemas são alguns dos princípios que estão na base do perfil que se pretende que todos possam partilhar e que incentive e cultive a qualidade. “De acordo com o perfil do aluno de cada ciclo, consideramos que a revolução digital lhe vai permitir adquirir as competências essenciais”,  explica o responsável, acrescentado que o ideal é que o aluno “consiga, desde cedo, perceber as suas orientações vocacionais, saber aquilo que pretende ser no futuro”, com o contributo das diferentes iniciativas que vão ser promovidas nestes cenários de aprendizagem. 

Mobilidade

 

A mobilidade é uma das principais caraterísticas deste projeto, tendo como principal objetivo o conceito e todos os equipamentos a ele associados, de forma a serem facilmente transportados para outras salas de aula ou para outros espaços de aprendizagem convencionais. 

Esta instituição, enquanto agrupamento de escolas,  assume-se como um fator crucial para o sucesso decorrente da implementação destas práticas inovadoras.

“Os materiais já foram adquiridos em número suficiente para cobrir várias turmas, o que quer dizer que poderemos ter diferentes turmas a trabalhar dentro daquilo que poderá ser a sala do futuro, embora, por vezes, não seja necessário estar dentro daquela estrutura. Os materiais são transportáveis para que todos os docentes possam passar na escola sede, requisitar e levar para usar em qualquer outro estabelecimento de ensino do agrupamento. Por outro lado, os alunos que não estão aqui poderão deslocar-se, igualmente, a este espaço para trabalharem dentro do ambiente da sala do futuro”, refere Armando Félix.  

Este é um grande passo na evolução tecnológica desta instituição de ensino que, desde cedo, tem vindo a apostar no digital. Prova disso são, sem dúvida, as circunstâncias provocadas pela pandemia de Covid-19, onde todos os alunos do agrupamento tiveram acesso a um computador ou a um tablet disponibilizado pela escola, equipamentos foram adquiridos entre 2015 e 2018 no âmbito do programa TEIP. Um investimento que permitiu responder de forma eficaz, não ficando ninguém para trás numa fase que exigiu rápida adaptação de toda a comunidade escolar.A sala do futuro estará pronta a utilizar já no próximo ano letivo.

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