Os fundadores regressaram de Angola, onde já desenvolviam a atividade, e decidiram apostar no concelho flaviense. Com a melhor tecnologia, foram formadas equipas e quadros de excelência, que construíram o prestígio da marca, que ainda hoje tem no mercado.
A empresa cresceu e o nome começou a ser muito conhecido em Trás-os-Montes, no entanto, a crise que teve início em 2008 e culminou no resgate da Troika em 2011, levou a Anteros a sair da zona de conforto e conquistar novos clientes fora da região transmontana. “Tivemos de repensar o negócio e alargar a privados, acumulando com as obras públicas”, explica Luís Sá, presidente do conselho de administração da Anteros, adiantando que levaram a marca para fora de Trás-os-Montes. “Fomos para Lisboa, Porto e Algarve, onde a marca Anteros não era conhecida. Teve de haver um investimento, juntamente com todos os ‘stakeholders’, para se conseguir instalar noutros locais do país. Começou a ser reconhecida por vários clientes que, por si só, é a melhor publicidade que Anteros pode ter, que é a satisfação da obra bem feita, no prazo e com a qualidade”.
Nos últimos sete anos, a empresa tem crescido a um “bom ritmo”, com Luís Sá a revelar que este ano esperam crescer cerca de 20%. No entanto, agora, o maior desafio é mesmo colmatar a falta de mão de obra. “Temos tentado identificar e captar alguns recursos-chave, como engenheiros, encarregados, coordenadores de zona, que são recursos muito difíceis de encontrar. É preciso procurar, fazendo entrevistas e recorrendo a algumas empresas para nos ajudar na identificação dos recursos”.
Entre as várias obras emblemáticas que têm concretizado, o mesmo responsável revelou que os projetos mais desafiantes foram o hotel Iberostar, de 5 estrelas, que construímos na rua da Prata, em Lisboa. E também o mosteiro Trapista de Palaçoulo. “São obras com muita qualidade e que é um orgulho fazerem parte do nosso portfólio”.
“A Anteros quer manter–se próxima do cliente e continuar a diversificar a área de negócios”
Luís Sá
GARANTIA PÓS-VENDA
Luís Sá refere que a Anteros constrói com qualidade e tenta cumprir os prazos, algo que “é muito ambicioso” neste momento, porque “todas as empresas de construção, como a nossa, dependem também de subempreiteiros, que muitas vezes põem em causa os prazos que nós queremos garantir ao cliente”.
A marca Anteros tem a grande vantagem de dar garantia pós-venda. Ou seja, “depois da obra realizada, garantimos o acompanhamento necessário ao longo dos anos, o que é uma mais-valia para quem contrata a nossa empresa”.
Para o futuro, a Anteros quer manter-se “próxima do cliente” e continuar a diversificar a área de negócios. “Ano após ano, vamos tentar fazer promoção imobiliária própria, mas também apostar na componente da energia, dos resíduos urbanos, como já estamos a fazer com o município de Chaves”.







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