Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022
Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A estreia

Aquele dia era especial. Eu sentia um misto de alegria e ansiedade. Pela primeira vez ia dirigir a Banda de Mateus em concerto. Mateus e Mancelos iam estar em animado despique. Nesse segundo domingo de julho alguns episódios curiosos aconteceram.

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Em Vilar de Maçada moravam alguns parentes meus numa casa velha e carunchada cujo sobrado rangia sempre que alguém o pisasse. Nesse velho casarão foram servidas as várias refeições para músicos meus familiares e para o meu amigo Cartaxo, elemento da Banda da Marinha.

As missas em dias de festa gozavam de homilias empolgantes sendo muito participadas pela população. A voz daquele padre atroava os púlpitos. Por vezes no calor do entusiasmo as palavras eram ralhões semeando em algumas almas expressões de pânico. Mas o orador depressa se acalmava e como poeta em noite de luar, revelava-se em modulações de inspiração divina… Os fiéis gostavam das mudanças repentinas do sacerdote. As suas ateadas chamas misturadas

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