Essa notícia falou-nos de uma mulher (de 48 anos de idade), desempregada, vivendo num bairro social e sob os auspícios do Rendimento Mínimo, com um filho de 20 anos com Trissomia 21.
Só estes dados revelariam bem os sacrifícios por que passaria essa mulher em tais circunstâncias. Mas há mais: a sua vida de carências múltiplas levou-a à prostituição (atire a primeira pedra quem não tiver pecados) e, agora, à morte, às mãos de um “cliente” que praticou atos de selvajaria antes de a degolar. Um dado impressionante: foi a sexta mulher a morrer assassinada em âmbito domiciliário neste mês de janeiro! Para onde estamos a ir? Quem poderá, finalmente, acabar com esta “selvajaria”?
A vinda a Portugal (segundo uns, segundo outros o Papa vem a Lisboa) do Sumo Pontífice Francisco, para presidir às Jornadas Mundiais da Juventude, foi marcada para 2022. Faltam ainda três anos e nesses três anos ainda muitas coisas irão acontecer. Bom seria que acontecesse mais cedo: o povo português (e o do mundo inteiro, da Venezuela aos confins da Ásia) está a atravessar um deserto de virtudes, onde tudo cabe: corrupção, bairros degradados, intranquilidade nas ruas, mortes violentas, sinistralidades várias, burlas, atropelos aos direitos dos homens e das mulheres, das crianças, dos idosos, dos doentes, dos deficientes.
As mensagens do Papa são sinal de denúncia das injustiças do mundo, do exacerbado capitalismo mais ou menos selvagem, mas são também um sinal de esperança na redenção dos atos dos homens de boa vontade (por pensamentos, palavras e obras).
Costuma dizer-se que o futuro a Deus pertence. Mas também pertence aos nossos jovens. Venha o Papa ao nosso país conviver com eles. O mais rapidamente possível.






