Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Igreja“A linguagem informal pode ser muito útil na comunicação”

“A linguagem informal pode ser muito útil na comunicação”

O padre Luís Rafael Azevedo, autor do livro “O papel da linguagem informal na comunicação da Igreja: De 30 d.C ao tempo do 5G’”, afirmou que “a linguagem informal pode ser muito útil na comunicação” da Igreja, tema que procurou aprofundar no seu mestrado em Comunicação Aplicada.

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“Eu fui vendo, ao longo da minha vida, que a linguagem informal permitia às pessoas compreender melhor a mensagem de Jesus. Então, para não ser apenas uma ideia da minha cabeça, ao fazer o mestrado em Comunicação Aplicada, decidi que este seria o tema da minha dissertação, e a verdade é que a linguagem informal pode ser muito útil na nossa comunicação”, disse o jovem sacerdote da Diocese de Lamego.

O padre explica que as pessoas “muitas das vezes queixam-se do ‘catoliquês’”, o que os padres dizem não é compreendido, os catequistas falam também de uma maneira que “os miúdos não percebem”, e, os católicos praticantes, entre si, às vezes, têm “uma linguagem que não é de todo percetível”, por isso, a boa nova de Jesus, não está a “chegar às pessoas”.

‘O papel da linguagem informal na comunicação da Igreja: De 30 d.C ao tempo do 5G’, é o novo livro deste sacerdote diocesano, apresentado no dia 1 de dezembro, que resulta do mestrado em Comunicação Aplicada, realizado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu; O sacerdote defendeu a sua tese no dia 17 de junho de 2024.

“Vai de 30 DC ao tempo do 5G; a partir do momento que Jesus começa a comunicar a sua mensagem de maneira oficial, e fazemos uma ponte até este tempo, que é o tempo do 5G, a começar por Carlo Acutis, com esta ligação à informática e ao mundo digital. Pelo meio, não vou tocar em nada, vou de 30 DC, Jesus Cristo, São Paulo, duas figuras no início do Cristianismo, até agora, e vamos ver que há muitas coisas que são semelhantes”, desenvolveu.

O padre Luís Rafael Azevedo destaca que Jesus tinha “uma linguagem completa”, muitas vezes era formal, e descobre-se que “Jesus era um comunicador improvável”, pelas parábolas, os gestos e os sítios aonde ia.

“E vemos que Jesus tinha muito de informalidade e o poder da informalidade foi o que levou a que a mensagem fosse passando”, desenvolveu o sacerdote, salientando que, “às vezes, não corria muito bem”, mesmo com os discípulos.

O entrevistado sublinhou que ficou óbvio da sua investigação que uma linguagem informal “desperta a atenção das pessoas”, como “contar uma piada, levar algum símbolo diferente para uma reunião, o padre estar num sítio em que não é óbvio”.


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