Sábado, 18 de Julho de 2026
Igreja“A linguagem informal pode ser muito útil na comunicação”

“A linguagem informal pode ser muito útil na comunicação”

O padre Luís Rafael Azevedo, autor do livro “O papel da linguagem informal na comunicação da Igreja: De 30 d.C ao tempo do 5G’”, afirmou que “a linguagem informal pode ser muito útil na comunicação” da Igreja, tema que procurou aprofundar no seu mestrado em Comunicação Aplicada.

“Eu fui vendo, ao longo da minha vida, que a linguagem informal permitia às pessoas compreender melhor a mensagem de Jesus. Então, para não ser apenas uma ideia da minha cabeça, ao fazer o mestrado em Comunicação Aplicada, decidi que este seria o tema da minha dissertação, e a verdade é que a linguagem informal pode ser muito útil na nossa comunicação”, disse o jovem sacerdote da Diocese de Lamego.

O padre explica que as pessoas “muitas das vezes queixam-se do ‘catoliquês’”, o que os padres dizem não é compreendido, os catequistas falam também de uma maneira que “os miúdos não percebem”, e, os católicos praticantes, entre si, às vezes, têm “uma linguagem que não é de todo percetível”, por isso, a boa nova de Jesus, não está a “chegar às pessoas”.

‘O papel da linguagem informal na comunicação da Igreja: De 30 d.C ao tempo do 5G’, é o novo livro deste sacerdote diocesano, apresentado no dia 1 de dezembro, que resulta do mestrado em Comunicação Aplicada, realizado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu; O sacerdote defendeu a sua tese no dia 17 de junho de 2024.

“Vai de 30 DC ao tempo do 5G; a partir do momento que Jesus começa a comunicar a sua mensagem de maneira oficial, e fazemos uma ponte até este tempo, que é o tempo do 5G, a começar por Carlo Acutis, com esta ligação à informática e ao mundo digital. Pelo meio, não vou tocar em nada, vou de 30 DC, Jesus Cristo, São Paulo, duas figuras no início do Cristianismo, até agora, e vamos ver que há muitas coisas que são semelhantes”, desenvolveu.

O padre Luís Rafael Azevedo destaca que Jesus tinha “uma linguagem completa”, muitas vezes era formal, e descobre-se que “Jesus era um comunicador improvável”, pelas parábolas, os gestos e os sítios aonde ia.

“E vemos que Jesus tinha muito de informalidade e o poder da informalidade foi o que levou a que a mensagem fosse passando”, desenvolveu o sacerdote, salientando que, “às vezes, não corria muito bem”, mesmo com os discípulos.

O entrevistado sublinhou que ficou óbvio da sua investigação que uma linguagem informal “desperta a atenção das pessoas”, como “contar uma piada, levar algum símbolo diferente para uma reunião, o padre estar num sítio em que não é óbvio”.


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