No concelho de Grândola, no distrito de Setúbal, um “Land Rover” despistou-se, devido à existência de areia, capotando várias vezes. Um agente da GNR, natural do Pinhão, regressava de uma patrulha e foi uma das vítimas mortais do acidente. Deixa uma mulher grávida,
de sete meses.
Um desastre, ocorrido pelas 19 horas de Domingo, na EN 261, entre Grândola e Tróia, roubou a vida a Rui Miguel Santos Barbosa, de 25 anos, um militar da GNR, natural do Pinhão. No mesmo desastre, morreu um outro agente, seu colega, Edgar Dâmaso, de 33 anos, divorciado (deixa órfão um filho, de 9 anos), residente em Grândola.
Tudo aconteceu quando uma das rodas do jipe, no qual seguiam as vítimas, trilhou uma valeta, com areia, acabando por despistar-se, capotando várias vezes e “cuspindo” os quatro ocupantes.
Esta morte foi muito sentida, na vila do Pinhão. O funeral, realizado ao fim da tarde de Terça-Feira, constituiu uma grande manifestação de pesar, pelo desaparecimento precoce e inesperado de um filho da terra.
Rui Barbosa era militar efectivo da GNR, há cerca de dois meses. Prestava serviço no Regimento de Cavalaria – 4.º Esquadrão, no Palácio da Ajuda. Tinha três irmãos: o Orlando (24 anos), o Carlos (26, também agente da GNR, no posto de Lever (Porto), e o Miguel, de 16 anos. O seu pai, Germano Barbosa, também foi militar da mesma força de segurança.
Vivia com uma senhora, de 25 anos, natural da zona de Figueira de Castelo Rodrigo, grávida, de sete meses. O seu tio, António Pires, ex-Comandante do Posto do Pinhão, conhecia bem o Rui Barbosa, “desde pequenino”.
“Era um bom moço, educado, afável e muito amigo da família. É uma perda grande e uma dor profunda, para os pais e para toda a família” – disse.
De referir que o seu irmão, Orlando, foi um dos dois sobreviventes do desastre ferroviário do Tua, ocorrido em Fevereiro do ano passado, quando uma automotora mergulhou nas águas do rio, acidente em que morreram três pessoas.
Jmcardoso