Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021

ACISB lança campanha de “força” e “união” dos transmontanos

“Bragança vai voltar a pulsar, porque nós sabemos exatamente o que temos de fazer e vamos fazê-lo, juntos, firmes e determinados”.

-PUB-

Esta é a mensagem que a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança (ACISB) quer deixar à comunidade, numa altura de grande instabilidade face às incertezas em relação à evolução da pandemia do coronavírus e às consequências sociais e económicas.

“Virá o tempo de enfrentarmos as adversidades económicas, agora temos de cuidar de nós, uns dos outros, temos de fazer de tudo para evitar a propagação do vírus e temos também de estar atentos às consequências psicológicas que esta pandemia está a causar”, explica a presidente da ACISB, Maria João Rodrigues, adiantando que a associação quis dar o seu contributo e, para isso, lançou uma campanha de afetos, desafiando as famílias a fazerem, em conjunto e principalmente com os filhos, uma “bandeira” branca, onde podem desenhar, colar, coser, como entenderem, um coração colorido. Nessa bandeira, a ACISB pede que se escreva a palavra “Acredita” e no final a mensagem “Vai ficar tudo bem”. 

“A ideia é que cada família coloque a sua bandeira na varanda, para que todos possam ver e todos possam perceber que estamos unidos de coração. Vamos também colocar uma bandeira no Hospital de Bragança, em sinal de respeito e de agradecimento a todos os profissionais de saúde”, acrescenta a secretária-geral da ACISB, Anabela Anjos. 

Um pouco por toda a cidade (hospital, esquadra da PSP, bombeiros e sede da ACISB), foram colocadas bandeiras “em sinal de homenagem e reconhecimento a todos os profissionais”, de todos os setores prioritários, que continuam a trabalhar para que o país não pare. 

Em 2004, quando Portugal recebeu o campeonato Europeu de Futebol, o país reagiu em massa, colocando a bandeira nas janelas e nas varandas em sinal de apoio à seleção. “Agora não estamos num jogo, não é futebol, a luta é pelas nossas vidas, não fiquem indiferentes, juntem-se às nossas iniciativas”, apela Anabela Anjos, que se mostra “muito preocupada” com as repercussões da pandemia na economia.  

ACISB PEDE MAIS MEDIDAS DE APOIO

Recorde-se que, Anabela Anjos dirigiu uma carta ao primeiro-ministro onde se mostrou “indignada” com as medidas anunciadas pelo Governo, que basicamente se resumiam a créditos. “Os comerciantes vivem asfixiados com empréstimos e não precisam de mais, precisam realmente de medidas que os ajudem a ultrapassar esta crise gravíssima que estamos a atravessar”. 

Entretanto, o Governo aprovou uma moratória de seis meses que prevê a proibição da revogação das linhas de crédito contratadas, a prorrogação ou suspensão dos créditos até 30 de setembro, de forma a garantir a continuidade do financiamento às famílias e empresas e a prevenir eventuais incumprimentos. Anabela Anjos ficou satisfeita com esta medida, mas diz que era preciso ir mais longe e ajudar as pessoas que continuam a apostar e investir no interior, com políticas dirigidas à criação efetiva de emprego e incentivos fiscais. “Só assim será possível continuar a viver neste território, que continua a perder população”, refere, acrescentando que ainda recentemente o Governo veio em força ao interior, mas, infelizmente, “trouxe uma mão cheia de nada”.

Entretanto, a ACISB publicou nas redes sociais um vídeo de esperança, a apelar para que todos os que possam fiquem em casa, que não desanimem porque a cidade, o concelho, o país, vão voltar a pulsar. “Confia que está na nossa mão a reconstrução de cada pedaço de nós, do nosso negócio, da nossa terra… Tudo Passa, isto também vai passar…

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

ÚLTIMAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.