A ANAC realizou, em 2023, uma inspeção que determinou não estarem a ser cumpridos os requisitos de segurança no aeródromo municipal, o que levou ao seu encerramento.
Para que a infraestrutura pudesse voltar a receber aviões, o município foi obrigado a fazer obras, no valor de cerca de “278 mil euros”, segundo um comunicado enviado, hoje, à Lusa.
Numa fase inicial foi feita a “repintura da pista e atualização da respetiva sinalização, a instalação de um sistema de controlo de acessos ao espaço terra-ar, a melhoria das condições técnicas da vedação e a execução de trabalhos de movimentação de terras, bem como a atualização do manual de regras de voo visual”. Numa segunda fase foi instalada uma vedação interior.
“As melhorias implementadas permitiram garantir o cumprimento integral das normas e regulamentos aplicáveis às infraestruturas aeroportuárias, assegurando a revalidação da certificação por um período de cinco anos e reforçando as condições para o pleno funcionamento do aeródromo, incluindo a atividade da aviação civil e de lazer”, assegurou o município.
Em comunicado, a câmara de Mirandela adiantou ainda que pretende elevar o aeródromo a Classe II, o que permitirá a realização de transporte de passageiros e de mercadorias, com o objetivo de promover “o desenvolvimento económico do concelho e da região”.
Desde 2019, que o aeródromo municipal de Mirandela é utilizado para a instalação do Centro de Meios Aéreos de Combate a Incêndios e do Centro de Operação da Força Aérea de Veículos Aéreos Não Tripulados.




