Álvaro Ribeiro, presidente da associação humanitária, explicou que os novos equipamentos “estão muito ligados à inovação”. “É um veículo não tripulado, um drone aéreo. E outro é um drone aquático, que iremos receber nas próximas semanas”, que irá equipar o grupo de mergulho da corporação.
“É um drone profissional, que requer pessoal habilitado. Já temos um piloto devidamente certificado pela ANAC e há mais seis em formação”, revela, adiantando que, em teatros de operações que são cada vez mais complexos e requerem ferramentas de apoio à decisão e à execução de tarefas (como evacuação e localização de pessoas), este é um elemento importante para o socorro, porque vai ter altifalante, uma câmara térmica com visão noturna”, entre outros aspetos, que podem fazer a diferença.
Álvaro Ribeiro lamentou que numa altura em que “se fala em tanto dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, era importante apostar na investigação das universidades na área da proteção civil e socorro. “Existem grandes investimentos para a área da defesa, mas a proteção e socorro parece que não conta”.
O presidente da Cruz Branca falava à margem da apresentação do fascículo “Veículos”, por Paulo Guimarães, onde também foi apresentado um veículo histórico restaurado.
“Temos aqui carros de 1854. É uma bomba braçal adquirida pela câmara para o combate a incêndios na cidade e veio parar aos bombeiros de Salvação Pública – Cruz Branca”, acrescentou, adiantando que o carro histórico mais recente é ambulância Volvo de 1986. “Estão no antigo quartel, mas gostaríamos de ter um museu, não com os carros, mas também fardamentos, documentos, objetos importantes para os bombeiros”.
Por último, o presidente da associação afirmou que esta é uma forma de aproximar a corporação à população, num dia em que expôs vários carros históricos e outros mais modernos na Avenida Carvalho Araújo.



