Quarta-feira, 18 de Maio de 2022

Aeronave com duas toneladas retirada da Barragem dos Pisões

A operação, que contou com uma equipa dos Fuzileiros, permitiu retirar das águas da albufeira do Alto Rabagão, em Montalegre, um hidroavião acidentado que ali se afundou há quase 25 anos

Aproveitando a descida do nível da água da albufeira do Alto Rabagão, conhecida por Barragem dos Pisões, uma equipa dos fuzileiros da Marinha Portuguesa, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Fundação Parley for the Oceans e o município de Montalegre uniram-se para levar a cabo a missão de retirar uma aeronave acidentada que ali se afundou em 1997.

João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, acompanhou os trabalhos no local, esta manhã, e explicou os contornos da iniciativa que, segundo o próprio, se insere “numa operação mais vasta. A APA aproveitou o facto de termos algumas barragens com espelho de água com uma cota inferior para fazer algumas limpezas nessas albufeiras”.

Neste caso, “acabou por ser uma limpeza simbólica porque sabíamos que estava aqui uma aeronave há mais de 20 anos. Obviamente que era nossa intenção proceder à sua remoção e foi com alguma emoção que encontramos, hoje, aqui, os bombeiros que ajudaram a socorrer os pilotos e um dos pilotos que esteve neste acidente”, frisou.

A 13 de julho de 1997, fruto de um problema hidráulico e após uma tentativa de amaragem, o hidroavião afundou-se na albufeira. Os seus dois ocupantes sobreviveram ao acidente e foram socorridos e transportados para o hospital pela corporação dos Bombeiros Voluntários de Montalegre.

David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, referiu-se à operação como tendo sido uma “missão complicada”, a qual teve início com a localização da aeronave na albufeira, trabalho que teve início na última quarta-feira.

A aeronave foi conduzida à tona da água e retirada da mesma pelos militares da Marinha na sexta-feira. Já em terra, os Bombeiros de Montalegre e a Proteção Civil Municipal trataram de a transportar até um camião que fez o respetivo transporte. De acordo com David Teixeira, os destroços serão “reutilizados numa obra de arte”, de modo a que o acontecimento e a operação de resgate perdurem na memória.

Assunto a desenvolver na edição de 12 de maio.

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