Sexta-feira, 6 de Março de 2026
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Vila RealAgriforum: “Gosto muito de trabalhar com as gerações mais novas”

Agriforum: “Gosto muito de trabalhar com as gerações mais novas”

João Santos é diretor do CITAB (Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas) da UTAD e foi o convidado do último “Agriforum” deste ano.

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Este investigador dedica-se ao estudo das alterações climáticas e “dizem que esta geração não está preocupada, mas eu acho completamente o contrário”.

“Tenho um filho com 16 anos e noto que esta geração está muito mais sensibilizada para as questões ambientais e está muito mais informada”, afirma. E mesmo em sala de aula, “quando preciso de dar uma aula em inglês, estão todos à vontade para isso. Há 10 ou 15 anos isso era impensável, as pessoas não estavam preparadas”.

Contudo, confessa que “nem sempre é fácil recrutar jovens para a investigação até porque se criou, nos últimos anos, um estigma em torno dos bolseiros de investigação que não é positivo para o país”. João Santos lamenta que se tenha criado a ideia de que “ser bolseiro de investigação é algo de que se deve fugir, quando no meu tempo era um prestígio receber uma bolsa destas”.

“É verdade que os bolseiros não são bem pagos e as condições não são as melhores, porque não fazem descontos para a segurança social, por exemplo. É necessário mais apoio para quem está na área da investigação”, frisa, dando conta de que “os valores de uma bolsa de investigação andam entre os 1.000 e os 1.500 euros”.

O diretor do CITAB defende “a valorização das bolsas, até para chamar investigadores de outros países porque, infelizmente, não conseguimos atrair investigadores da Alemanha, Dinamarca, Holanda ou França porque os valores são muito baixos. Aqueles que vão chegando são de países onde não há muito avanço a nível científico e de países menos desfavorecidos”.

Formado em geofísica, João Santos é “físico da terra”, na especialidade de ciências atmosféricas. “Aqui temos a área da meteorologia e da climatologia. A primeira lida com a previsão do tempo para os próximos dias, a segunda lida com projeções climáticas de longo prazo”, explica o investigador, admitindo que “as pessoas confundem os termos”.

Assim, “para a nossa região, as projeções são bem conhecidas da população, temos conhecimento que o clima está mais quente. O clima tem vindo a mudar e isso nota-se na agricultura”.

Veja o vídeo aqui

 

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