No documento da APA, o parecer favorável está “condicionado à apresentação dos estudos e elementos, ao cumprimento das medidas e programas de monitorização” e a reabertura da exploração mineira “apresenta-se como uma oportunidade estratégica e ambientalmente relevante”.
Segundo comunicado da empresa canadiana Allied Critical Metals, que integra o consórcio da Minerália, responsável pelo projeto de mineração subterrânea de tungsténio localizado na Borralha, na freguesia de Salto, a emissão da DIA “reconhece o papel de liderança da Allied no restabelecimento da produção de tungsténio em Portugal.”
Na mesma nota, os canadianos dão conta que “este marco regulatório importante elimina um grande obstáculo no caminho da empresa para o desenvolvimento e eventual produção”. Ao mesmo tempo, a Allied Critical Metals admite que o documento fortalece a “capacidade de avançar com o Projeto Borralha – um dos ativos de tungsténio mais significativos da Europa – dentro de um quadro de governança ambiental e social responsável.”
Este projeto dos canadianos para a Borralha é um empreendimento de mineração subterrânea, com o objetivo de produzir tungsténio, com concentrados de cobre e estanho como subprodutos. O produto é utilizado numa variedade de aplicações industriais, de transição energética e relacionadas com a defesa.
No documento da APA, a agência realça que a exploração subterrânea “minimiza impactes típicos de explorações a céu aberto, como poeiras e ruído associados à extração do minério”.




