A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou esta manhã que está a acompanhar a situação registada no rio Corgo, em Vila Real, em estreita colaboração com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.
Em comunicado, a APA explica que “já foram recolhidas amostras de água do rio para análise laboratorial, com o objetivo de identificar as causas da ocorrência e avaliar a extensão dos impactes ambientais associados”.
Paralelamente, alguns dos exemplares de peixes mortos recolhidos no local “foram encaminhados para análise laboratorial, de modo a complementar a investigação e contribuir para o apuramento das circunstâncias que estiveram na origem deste episódio”, acrescenta a APA, sublinhando que a avaliação preliminar aponta para a provável ocorrência de uma “descarga anormal de águas residuais, de origem ainda por apurar, com eventual entrada no meio hídrico através da rede de águas pluviais”.
Os indícios recolhidos até ao momento sugerem que esta descarga “foi pontual e terá tido lugar entre os dias 15 e 16 de agosto, período em que se registaram episódios de trovoada acompanhados de precipitação na região”.
A conjugação deste episódio pontual de poluição com as elevadas temperaturas que se fazem sentir e com o reduzido caudal característico desta época do ano “terá contribuído para a mortandade de peixes observada no rio Corgo”, frisa a APA, que diz que vai continuar a acompanhar “atentamente a evolução da situação, em coordenação com as entidades competentes, e divulgará informação adicional assim que estejam concluídas as análises laboratoriais e disponíveis novos elementos que permitam esclarecer as circunstâncias da ocorrência”.



