NegóciosAposta na modernização elevou a empresa para um patamar superior

Aposta na modernização elevou a empresa para um patamar superior

Nascida em 2001, a Manos Gráfica tem firmado os seus serviços no mercado, através da aposta nas novas tecnologias que lhe permitem garantir melhores e mais eficazes serviços. Este ano, a empresa espera criar mais dois postos de trabalho e adquirir mais equipamento

“Eu nasci praticamente na tipografia. Já o meu pai tinha uma gráfica, na Rua Direita, que trabalhava com os tipos de letra ainda em chumbo, madeira e ferro. Mas ele não avançou na tecnologia e acabou por fechar”, contou Mário Rodrigues, um dos proprietários da Manos Gráfica, empresa vila-realense dedicada às artes gráficas e publicidade.

Decorria o ano de 2001, quando este responsável e o irmão, Evaristo Rodrigues, se aventuraram a criar o próprio negócio, ainda ligado aos antigos métodos tipográficos. Há cerca de dois anos, devido à crescente necessidade de melhorar a capacidade de resposta aos pedidos, a empresa deu um importante passo rumo às novas tecnologias, através de investimentos consideráveis.

Com os melhores preços e uma impressão de qualidade, os serviços que a gráfica, instalada na Rua Poeta Alberto Miranda, a poucos metros do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), disponibiliza aos clientes, incluem impressão offset (papel timbrado, envelopes, flyers, cartazes, livros fiscais, revistas), impressão digital (desdobráveis, papel autocolante, vinil, lona, cartões de visita) e acabamentos diversos. A Manos Gráfica oferece ainda serviço de publicidade (interior, exterior, vestuário e outros materiais) e de design gráfico, contribuindo assim para a boa imagem de muitas empresas da região.

Com uma equipa constituída por sete funcionários, as suas instalações estão equipadas com diferentes tipologias de máquinas que permitem uma resposta mais rápida e eficaz aos clientes. Mário Rodrigues recorda o início do negócio, “numa área com apenas 80 m2”. “Começamos praticamente com duas máquinas. Neste momento, dispomos de mais de 300 m2 e apostamos em mais cinco equipamentos, para aumentarmos a capacidade de resposta e melhorarmos os prazos de entrega”, contou o responsável que pretende “continuar a apostar na tecnologia, até porque ela está em constante desenvolvimento”. O empresário referiu ainda que, este ano, vai investir cerca de 80 mil euros numa nova máquina que trará benefícios a nível da rotulagem de produtos, “pois na zona transmontana não devem haver muitas do género”.

 

Seguir a tecnologia e “ter sorte”

Mário Rodrigues

Em períodos de crise, ser um empresário bem-sucedido requer muito trabalho e empenho mas também é preciso estar a par das tendências e “ter um bocado de sorte”.

“Conheço muita gente e tenho imensos clientes, o que me permitiu ir crescendo, apesar das dificuldades. Tenho a vantagem de saber trabalhar, fazer tudo e de dar boas condições aos meus colaboradores”, explicou Mário Rodrigues.

Entre os desafios, o responsável aponta a boa gestão e a motivação do pessoal como fatores fundamentais para o bom funcionamento de uma empresa, pois “se há um bom ambiente, o trabalho corre melhor”. Outro dos obstáculos é a parte financeira. “É complicado hoje em dia as pessoas pagarem a horas. Eu gosto de pagar a quem devo e que os funcionários recebam sempre”, disse.

O balanço do último ano foi sem dúvida positivo, muito pelo impulso do Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC), que permitiu à Manos Gráfica mostrar a rapidez e eficácia dos seus serviços. “Trabalhamos dia e noite, com prazos muito apertados e as pessoas viram que realmente somos capazes de dar conta de grandes trabalhos. Era um evento de larga dimensão e nós fizemos parte dele. Acho que foi muito bom”, referiu o empresário, evidenciando o aumento do volume de faturação que, em 2014, foi de 260 mil euros e, em 2015, andou na ordem dos 400 mil euros. De acordo com o seu plano de faturação, a Manos Gráfica espera atingir os 700 mil euros, em 2017. Um dos próximos objetivos é criar mais dois postos de trabalho ainda este ano, para fazer a promoção da marca pelo território.

O futuro aproxima-se risonho e, em tempos difíceis, pode-se dizer que a gráfica fez “um brilharete”, ao aumentar os postos de trabalho e a destacar-se nesta área.

Neste momento, está a explorar o mercado internacional, com exportações sobretudo para Angola, Moçambique e Suíça, mas “tem de se dar um passo de cada vez, porque os investimentos implicam um esforço muito grande”. “Não podemos parar e temos de continuar a apostar nas novas tecnologias. Gostava também de expandir mais o negócio”, concluiu Mário Rodrigues.

 

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