Este projecto de investigação vai incidir nos concelhos de Murça, Alijó, Vila Flor, Mirandela e Carrazeda de Ansiães, cujas zonas geográficas serão afectadas por este contestado e polémico empreendimento hidroeléctrico. Esta empresa é a mesma que está a trabalhar na freguesia de Lixa do Alvão na inventariação e preservação do importante conjunto de antas e dólmenes que irão ficar submergidos pela construção da Barragem de Gouvães da Serra.
A «ArqueHoje» foi nomeada para os prémios TEchnology InAVation Awards de 2011, devido à sua concepção e montagem do Museu de Terras de Besteiros, no distrito de Viseu. O projecto foi um dos quatro finalistas escolhidos entre mais de cem, a nível mundial, mas o vencedor foi um projecto inglês, “Global Immersion-Our Dynamic Earth”. Ainda no seu rol de distinções, que definem a sua importância a nível nacional na área do levantamento arqueológico, o próprio Instituto de Apoio a Pequenas e Medias Empresas, IAPMEI, distinguiu-a com o Estatuto de PME Excelência 2010 na área da gestão integrada do património cultural, pela qualificação do seu desempenho.
Barragem e Linha do Tua são compatíveis?
Recorde-se que, a Barragem do Tua será construída em betão, do tipo abóbada de dupla curvatura, com 108 metros de altura máxima e 275 m de desenvolvimento de coroamento, localizada a cerca de 1100 m da foz do rio Tua.
Com o objectivo de valorizar recursos endógenos e aproveitar oportunidades geradas pelo Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua, foi já criada a Sociedade de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua. A nova entidade, que conta com a participação dos Municípios de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, vai concretizar projectos considerados estruturantes para a região.
Relativamente à linha do Tua, desactivada entre a barragem e a estação de Brunheda, será desenvolvido um Projecto de Mobilidade, com um sistema multimodal. Serão implementados dois sistemas complementares de mobilidade, um destinado à mobilidade quotidiana e outro com finalidade turística. Para este efeito, a EDP disponibilizará um montante máximo de 10 milhões de euros destinado a alavancar o financiamento global das acções-âncora do projecto, cuja solução contempla: a utilização do troço de via-férrea entre a Estação da Foz do Tua e a base da barragem; um funicular entre a base da barragem e o seu coroamento; o transporte fluvial entre a barragem e Brunheda; a construção de embarcadouros e a qualificação da infra-estrutura ferroviária a partir de Brunheda.
O projecto envolve um investimento de 305 milhões de euros, contribuindo para a criação de 4 mil postos de trabalho, sendo mil directos, ao longo dos próximos cinco anos. A barragem da Foz Tua começará a produzir energia em 2015.




