Em comunicado, a ASAE explica que foi instaurado um “processo-crime pela prática do crime de tráfico de produtos vitivinícolas, e procedido à identificação de um suspeito, bem como à apreensão de documentação com valor indiciário e probatório”, numa ação que teve a colaboração do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) e da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.
Na mesma nota, a ASAE revela que a operação de prevenção criminal teve como objetivo “detetar e reprimir a entrada ilícita de produtos vitivinícolas provenientes de outras regiões, protegendo a autenticidade dos vinhos com Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP), bem como salvaguardar a integridade económica dos agentes legítimos do setor”.
“No decurso da operação foi intercetada uma viatura em circulação no concelho de Resende, na qual se detetou a presença dissimulada de uvas provenientes de outra região, prontas para serem introduzidas de forma ilegal no circuito produtivo da região demarcada”, acrescentou a ASAE.
Os factos foram comunicados à autoridade judiciária competente, e o destino das uvas apreendidas foi a destruição por via de vinificação controlada.
A ASAE frisa que continuará a acompanhar e a “reforçar ações de inspeção” no sector vitivinícola, pela sua representatividade na economia nacional, de modo a “salvaguardar os géneros alimentícios de eventuais práticas enganosas, em todo o território nacional e em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos”.



