O primeiro passo para a concretização do projeto foi dado em 2024, através da assinatura de um memorando de entendimento para a criação da Associação de Investigação e Desenvolvimento Living Lab (laboratório vivo) Parque Natural do Alvão, entre o município de Mondim de Basto, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
A segunda fase será agora posta em prática, com a reabilitação e adaptação de três edifícios, conhecidos como o “Quartel Florestal do Fojo”, que são propriedade do ICNF.
Segundo Bruno Ferreira, presidente do município, o concurso público já foi lançado e o projeto dará “um contributo importante para a preservação do PNA”, explicando que no Living Lab “serão instalados serviços administrativos, dormitórios para investigadores e um laboratório”. Além disso, “terá também um espaço para acolher equipas de prevenção do ICNF”.
O objetivo do projeto é “tirar partido da biodiversidade existente no parque e contribuir para a sua preservação”, refere Bruno Ferreira, salientando que, “de ano para ano a procura turística neste território aumenta”.
Nesse sentido, as soluções tecnológicas que serão desenvolvidas “podem ajudar a fazer a monitorização da pegada turística no território, a prevenir fogos florestais, a avaliar a qualidade do ar e da água”.
Este laboratório vivo poderá ainda incentivar à implementação de práticas de descarbonização, reutilização de recursos e desenvolvimento de modelos de negócio sustentáveis, proceder à avaliação da qualidade da água, promoção de energias renováveis e eficiência energética, ajudar na preservação do património arquitetónico.
O projeto pretende, também, promover o artesanato local e valorização da cultura regional, bem como de um turismo sustentável, pelo que poderão ser criados “percursos turísticos sustentáveis e estruturas de apoio à visitação e experienciação”.
ZONA DE LAZER
Além do concurso para o Living Lab, o município de Mondim de Basto lançou um outro com vista à construção das zonas de lazer dos rios Tâmega e Cabril, pelo preço base de 569 mil euros e 309 mil, respetivamente.
“Esta é a primeira empreitada de um plano de valorização superior a dois milhões de euros, que pretende preservar os elementos naturais do concelho, valorizá-los e colocá-los ao dispor dos mondinenses”, referiu Bruno Ferreira.





