Quinta-feira, 30 de Junho de 2022

Autarquia promete revolução, no desporto e lazer, até 2009

A construção de piscinas cobertas, no Campo do Calvário, de um Pavilhão Gimnodesportivo e de uma Central de Camionagem, no Seixo, para além de mais dois campos de futebol e de um conjunto habitacional, no Monte da Forca, são os três grandes projectos que a autarquia de Vila Real apresentou, publicamente. Um compromisso de 17,4 […]

A construção de piscinas cobertas, no Campo do Calvário, de um Pavilhão Gimnodesportivo e de uma Central de Camionagem, no Seixo, para além de mais dois campos de futebol e de um conjunto habitacional, no Monte da Forca, são os três grandes projectos que a autarquia de Vila Real apresentou, publicamente. Um compromisso de 17,4 milhões de euros que deverá estar cumprido em 2009.

“Estes são três projectos essenciais para Vila Real”, defendeu Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal, no dia 6, depois de apresentar, ao executivo autárquico, os estudos prévios dos projectos que, assinados pelo arquitecto Belém Lima, prometem concretizar-se em dois anos, mesmo que não sejam contemplados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional.

Segundo o edil vila-realense, os projectos deverão estar prontos “até Julho de 2009”, envolvendo um investimento superior a 17 milhões de euros que, se não for comparticipado através dos fundos comunitários, será suportado pela própria Autarquia (que conta, actualmente, com uma capacidade de endividamento de 11 milhões de euros) ou através de parcerias público-privadas.

O primeiro dos projectos, apresentados por Manuel Martins, foi o da construção, na zona do Seixo, de uma Central de Camionagem e de um Pavilhão Gimnodesportivo, duas obras que deverão exigir um esforço financeiro de quase oito milhões de euros e vão ser responsáveis pela reestruturação do trânsito, naquela zona, com a construção de uma nova rotunda, logo a seguir ao edifício da Segurança Social, e a duplicação de vias, ficando a avenida Cidade de Ourense com quatro faixas de rodagem, uma delas exclusivamente destinadas aos autocarros.

O futuro terminal rodoviário vai ter um “cais coberto”, com capacidade para dez autocarros, uma pequena zona comercial, uma praça de táxis e, ainda, um parque de estacionamento subterrâneo, com dois pisos que terá capacidade para cerca de 150 viaturas.

No mesmo terreno, será construído, mais a norte, um segundo parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para mais de uma centena de carros que servirá o Pavilhão Gimnodesportivo, uma infra- -estrutura pensada para receber competições desportivas de nível nacional e, mesmo, internacional (com balneários, ginásio, bar e bancadas, com capacidade para 1500 lugares sentados).

Manuel Martins lembrou que a intenção da autarquia de construir, naquela zona da cidade, um terminal rodoviário, já se arrasta “há mais de dez anos” e que apenas não foi avante devido a “um imbróglio jurídico” que envolve a autarquia e os proprietários dos terrenos. No entanto, como explicou, se a situação “não for resolvida, amigavelmente, em breve”, a autarquia vai proceder à “expropriação, por utilidade pública”.

Outro dos estudos prévios apresentados prende-se com o Complexo Desportivo do Monte da Forca, um plano que também já estava idealizado pela autarquia desde a construção do Estádio Municipal, há mais de duas décadas.

“Na altura, não foi possível realizar todos os projectos que estavam previstos”, recordou Belém Lima, explicando que serão construídos mais dois campos de futebol e um parque habitacional, com cinco prédios, de cinco pisos cada, dez moradias isoladas, dezoito moradias em banda, uma infra-estrutura para comércio e serviços, um hotel “de passagem” com 120 quartos, um restaurante panorâmico e uma zona de jardim, com campo de ténis. À semelhança do projecto da Quinta do Seixo, também na zona do Monte da Forca serão garantidos melhores acessos, com duplicação de vias e construção de duas grandes rotundas (que poderão servir como praça de concentração), uma alameda desportiva entre os campos de futebol e um novo parque de estacionamento que terá mais de 200 lugares.

“Apesar das construções previstas, a silhueta do Monte da Forca que se vê da cidade não vai se perder, vai continuar a ser vista como uma zona verde”, garantiu o arquitecto Belém Lima, explicando que apenas a zona Noroeste do Monte da Forca será destinada ao parque habitacional, cujas infra-estruturas não terão mais que cinco andares.

Relativamente ao Complexo Desportivo do Monte da Forca, Manuel Martins explicou que, com a construção do parque habitacional, será possível custear o valor das restantes intervenções, ou seja, todo projecto deverá sair “a custo zero”, para o Município.

O impacto urbanístico é também uma preocupação do terceiro projecto apresentado pela autarquia, as novas Piscinas Municipais cobertas que serão construídas na zona do Pioledo, onde, actualmente, existe o Campo de Futebol do Calvário.

“Este é o projecto mais delicado de todos, uma vez que será implementado numa zona muito especial da cidade”, explicou o arquitecto responsável sobre o projecto que prevê a construção de uma piscina coberta (com dois tanques, um de aprendizagem e outro com as condições necessárias para receber provas nacionais e internacionais de várias modalidade aquáticas), um jardim e um parque de estacionamento subterrâneo, com 75 lugares de estacionamento, por piso.

Apesar da complexidade dos projectos, Manuel Martins deixou a garantia de que estes serão executados, ainda, durante o seu mandato, ou seja, até 2009. Mais, o edil avançou que, “em breve”, serão ainda apresentados outros projectos estruturantes para a capital de distrito vila–realense, mais exactamente a construção de uma praça, em frente à Igreja de Santo António, o alargamento do Cemitério de Santa Iria, a deslocalização da “Feira dos Farrapos” para Lordelo e a resolução do problema do inacabado Hotel do Parque que, segundo o autarca, “terá desenvolvimentos, já no próximo mês”.

Depois de apresentados ao executivo autárquico, na última reunião de Câmara, dentro de um semana, os três projectos serão discutidos no seio do mesmo organismo municipal e estarão à disposição do olhar atento da população, numa exposição que estará patente no Teatro de Vila Real, prevista para o final deste mês.

 

Maria Meireles

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