No âmbito da criação do Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado da Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, o executivo da Câmara Municipal de Bragança aprovou, por unanimidade, reivindicar junto do Governo o projeto de expansão do aeródromo municipal para aeroporto regional e a prolongação do IP2 como prioridades.
O Grupo de Trabalho tem como “objetivo de definir projetos e recomendações que, nos próximos sete anos, contribuam para potenciar a competitividade da economia nacional e do tecido empresarial, sem negligenciar a coesão territorial”, tendo sido apresentado, no final do mês passado, um relatório final que define já um total de 30 projetos prioritários ao nível das infraestruturas a implementar durante a vigência do próximo Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020, num universo de 89 projetos analisados, entre uma lista prévia de 238 potenciais investimentos indicados pelo Governo”.
Do atual documento, a autarquia conclui que “cerca de 85 por cento do investimento definido como prioritário, no montante global de 4,3 milhões de euros, é canalizado para o litoral, deixando o interior, uma vez mais, abandonado e entregue a si próprio, a tender para um vazio demográfico e económico”.
Assim, a autarquia vem agora reivindicar junto do Governo a inclusão nos projetos prioritários nacionais da continuação do IP2 para ligar a região a Espanha e da expansão do aeródromo municipal para aeroporto regional.
“No relatório não consta qualquer referência à continuação do IP2 para norte, entre Bragança e Puebla de Sanábria, corredor reivindicado pelo Município de Bragança, há mais de uma década e meia e por várias entidades e intuições locais de León, Zamora e do Nordeste Transmontano, e de forma especial através da Associação Autovía León-Bragança”, defende a autarquia, lembrando que por várias vezes já foram proferidas “declarações públicas favoráveis à concretização desta infraestrutura rodoviária de elevado valor acrescentado para a coesão territorial e para a competitividade das duas regiões transfronteiriças”.
De recordar que, a revisão do Plano Rodoviário Nacional, datada de 2002, já previa a construção do IP2 de Bragança à fronteira.
Relativamente ao aeródromo, a autarquia defende que a expansão para Aeroporto Regional é “fundamental” uma vez que vai dotar aquela infraestrutura “das condições necessárias para a criação de uma unidade logística vocacionada para a distribuição e, assim, atrair mais investimento industrial para a região, gerador de riqueza e emprego”.




