A iniciativa integrou a Semana da Consciencialização sobre a Acessibilidade Universal e decorreu no âmbito do Plano de Promoção da Acessibilidade Universal dos Espaços Públicos de Chaves e Vidago (PPAU), documento que servirá de base às futuras intervenções urbanas no concelho.
O circuito reuniu autarcas, técnicos municipais, especialistas e cidadãos, permitindo identificar obstáculos e recolher contributos para o futuro plano de acessibilidades. A ação contou ainda com o apoio das associações Flor do Tâmega, APD, CERCI e ACAPO.
Entre os participantes esteve José Santos, professor de História e invisual, que descreveu algumas das dificuldades encontradas no dia a dia.
“As maiores barreiras que sinto são as esplanadas, os sinais de trânsito que nem sempre estão nos sítios certos, os postes de eletricidade junto aos passeios e a falta de semáforos em zonas mais movimentadas. Hoje já existe tecnologia para sinais sonoros e isso ainda nos faz falta”, disse.
O docente alertou ainda para situações de estacionamento indevido sobre os passeios e defendeu que as futuras intervenções tenham em conta as necessidades de quem vive diariamente estas limitações.
Apesar da evolução, Gabriel Miranda, com dificuldades na locomoção, considera que continuam a existir constrangimentos no espaço público, apontando o piso como uma das principais dificuldades.
“Está a melhorar de ano para ano. Acho que as maiores dificuldades continuam a ser o piso e alguns obstáculos que ainda existem”, apontou.
Também Javier López Dias participou na iniciativa e destacou a importância de criar cidades mais inclusivas.
“É fundamental que todas as pessoas possam deslocar-se com liberdade, segurança e autonomia, independentemente das suas limitações”, referiu.
Paralelamente às ações de sensibilização, o programa integrou formação especializada dirigida aos técnicos municipais, procurando alinhar futuras intervenções urbanas com os princípios do desenho universal e boas práticas de acessibilidade.
O Plano de Promoção da Acessibilidade Universal encontra-se atualmente em fase de diagnóstico e definição estratégica e deverá seguir posteriormente para discussão pública e aprovação. O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Regional Norte 2030 e conta com cofinanciamento da União Europeia.




