Domingo, 14 de Agosto de 2022

Azáfama do dia a dia motiva residência artística

Os alunos do Centro Escolar de Lordelo, do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, foram desafiados a trabalhar, através da dança, a importância do tempo, no âmbito do Programa de Educação Estética e Artística (PEEA).

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“Peguei no facto de hoje termos menos tempo para as nossas coisas, de estarmos sempre à procura de mais tempo, de andarmos sempre a correr”, começa por explicar Isabel Galriça, lembrando que “isto não é uma coisa só dos adultos, é cada vez mais das crianças, que têm horas para ir para as atividades extracurriculares, para os treinos”.

Para a solista da Companhia Nacional de Bailado, “é importante trazer a arte às escolas e, no caso da dança, ajuda em termos de disciplina e concentração”.

Ao longo de uma semana os alunos trabalharam com Isabel Galriça. O resultado final desta residência artística foi dado a conhecer na sexta-feira, no pequeno auditório do Teatro de Vila Real.

Segundo Isaura Sousa, embaixadora local do projeto, “aquilo que aqui vimos foi o resultado de uma semana intensa de trabalho. O projeto foi sendo trabalhado desde o início do ano, mas os alunos só trabalharam com a Isabel Galriça na última semana”, frisa, realçando que esta residência artística “foi uma das cerca de 10 que decorreram em todo o país”, que abarcaram outras áreas, sendo que “a candidatura preencheu todos os requisitos e só temos de nos orgulhar disso”.

Martim Gonçalves, de 8 anos, foi um dos alunos que subiu a palco. À VTM explicou que “fomos desafiados pela professora Isaura e gostei muito”, admitindo que “não foi difícil”. Quanto ao futuro, a dança não faz, para já, parte dos seus planos, “prefiro agricultura e costumo ajudar o meu pai na horta”.

Os alunos apresentaram o seu trabalho na sexta-feira, para um público composto, entre outros, por pais, encarregados de educação e diretores dos vários agrupamentos de escolas do concelho.

A assistir esteve também Alexandre Favaios, vereador da Câmara Municipal de Vila Real. Para o autarca, esta iniciativa “mostra que a escola deixou de ser só dentro de quatro paredes”, além de “nos ter passado a mensagem de que estamos sempre atarefados, deixando de aproveitar certos momentos”.

“Há seis meses fomos desafiados pela Direção Geral de Educação para podermos acolher uma residência artística. O Agrupamento de Escolas Diogo Cão apresentou uma candidatura que acabou por sair vitoriosa, a nível nacional, o que nos deixa muito orgulhosos”, conclui.

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