Na sessão, o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, destacou o caráter estratégico da iniciativa e lembrou a ligação entre os dois territórios.
“Não é só a tradução desta relação de proximidade, mas também uma ligação social, histórica, cultural e gastronómica”, afirmou.
O festival decorre entre 1 e 3 de maio e propõe um roteiro gastronómico centrado no bacalhau, envolvendo quase seis dezenas de restaurantes do concelho.
“O festival pretende ser uma porta de entrada para dar a conhecer o território. Queremos dizer: venham descobrir o bacalhau e, a propósito disso, venham descobrir Chaves”, referiu o autarca.
Nuno Vaz destacou ainda o crescimento turístico registado nos últimos anos, apontando a duplicação do número de dormidas como indicador da evolução do destino.
“O bacalhau é o peixe mais importante na mesa dos portugueses. Dá para comer da cabeça ao rabo”
CHEF DUARTE EIRA
“Em oito anos mais que duplicámos as dormidas, passando de 140 mil para 314 mil”, disse, atribuindo os resultados à conjugação entre investimento público e dinâmica empresarial.
Do lado espanhol, o presidente da Câmara de Ourense, Gonzalo Pérez Jácome, valorizou a cooperação transfronteiriça e a proximidade entre as duas cidades.
“É um prazer ajudar Chaves nesta promoção. É o município mais próximo de Portugal a Ourense, quase como uma parte nossa”, disse, admitindo a possibilidade de iniciativas conjuntas futuras.
O chef Duarte Eira, padrinho do festival, marcou presença em Ourense acompanhado por alunos da Escola Profissional de Chaves, onde apresentou um “Arroz de bacalhau perfumado com pimentos e salsa”.
“O bacalhau é o peixe mais importante na mesa dos portugueses. Dá para comer da cabeça ao rabo”, referiu.
A degustação incluiu ainda outras especialidades flavienses, como pastel de Chaves com recheio de bacalhau, pataniscas, bolos de bacalhau, folar e doçaria tradicional, conquistando o público galego.
O chef destacou também a evolução qualitativa do festival ao longo das edições.
“Tem-se notado um cuidado crescente na forma de tratar o bacalhau, na confeção e na apresentação”, afirmou o chef do “Salpoente”, em Aveiro, e considerou o diálogo entre júri e restaurantes como fator determinante para essa melhoria.
Concurso gastronómico
A edição deste ano integra ainda um concurso gastronómico com 14 restaurantes e 25 pratos em avaliação, distribuídos pelas categorias de “Melhor Entrada”, “Melhor Prato Principal”, “Melhor Prato Tradicional”, “Jovem Talento” e “Inovação Gastronómica”.
Além dos prémios atribuídos pelo júri, o público poderá votar no “Prémio do Público”, numa iniciativa que conta com o apoio do Turismo de Portugal.
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