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“BioCombus” arranca este mês

O projeto de produção de “pellets” granulados, oriundos do caroço da azeitona, será implementado ainda este mês na Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça, onde serão realizados os testes à escala industrial. Para já, arrancará numa fase experimental, mas poderá evoluir e ser uma mais-valia para o setor agrícola de Trás-os-Montes e não só.

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Desenvolvido no Centro de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o projeto BioCombus já foi premiado pelo Green Project Awards 2011 (iniciativa conjunta da Agência Portuguesa do Ambiente, da Quercus e da GCI).

A Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça, CAOM, foi o local escolhido para esta experiência, Falamos com o presidente da CAOM, Rui Dias, sobre esta iniciativa, que aguarda com bastante expectativa. “Em março ou abril, vamos iniciar o projeto de transformação do caroço da azeitona em ‘pellets’. Esta fase experimental tem muito interesse para nós e para os lagares de azeite da região e também do país. Se viermos a verificar rentabilidade à escala industrial, será verdadeiramente excecional”.

A CAOM já tem garantida a patente para os próximos 5 anos, e vai usar o projeto sem qualquer custo. “Vamos instalar os equipamentos para se fazer a investigação e a cooperativa só terá a lucrar com isto. Foi um processo moroso, que já deveria ter terminado em 2011, mas houve bastante burocracia por parte do Estado, que não podemos contornar”, acrescentou Rui Dias.

A ideia é produzir os chamados “pellets” granulados, pequenos cilindros com 3 a 4 centímetros de comprimento e com um grande poder calorífico. O protótipo que será instalado na CAOM e os “pellets” serão destinados ao consumo doméstico e à utilização em caldeiras de aquecimento de escolas ou hospitais.

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