Terça-feira, 13 de Abril de 2021
©Márcia Fernandes

Bispo de Vila Real diz que as limitações “não podem diminuir a alegria e a fé”

Em dia de Páscoa, na Sé de Vila Real, que recebeu os fiéis com as limitações impostas pela pandemia, D. António Augusto Azevedo deixou uma mensagem de esperança

Neste ano invulgar, o facto de celebrarmos a Páscoa com limitações nas expressões de festa exterior não pode diminuir a nossa alegria ou espírito de fé, a ressurreição dá à vida uma nova música e uma nova luz”. Foi desta forma que o bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, se dirigiu aos fiéis na missa de Páscoa na Sé de Vila Real.

Citando o Papa Francisco, o bispo diocesano referiu que, por vezes, apesar de a Igreja projetar “um rosto cinzento ou triste”, o seu “rosto autêntico é o pascal, é o rosto da alegria”, que “não pode cessar de se repercutir nas nossas casas, nas nossas praças, nos nossos postos de trabalho, na política e na economia”, acrescentando que a luz que venceu as trevas do pecado e da morte “não pode ser frouxa ou envergonhada”, mas sim “um clarão forte, capaz de iluminar as mentes confusas, os corações obscurecidos e tantas zonas de sombra e de escuridão que existem no nosso mundo”.

Por tudo isto, segundo o bispo diocesano, o domingo de Páscoa “é um dia especial para quem é batizado”, em que devemos renovar o “nosso compromisso de sermos as testemunhas da ressurreição do Senhor”, sustentando que “é necessário que esse testemunho seja mais efetivo no nosso tempo”. 

Para isso “importa que cada batizado sinta que ter fé não o diminui ou limita em nenhum aspeto, mas antes lhe abre horizontes mais amplos de vida e de esperança, os horizontes do alto, do céu”, uma vez que “ter fé alarga as perspetivas da vida, não as estreita”.

Perante os fiéis, D. António Augusto Azevedo frisa que “é indispensável que cada batizado valorize as suas raízes cristãs e o tesouro que a fé representa. Mas, sobretudo, é imperioso que cada um sinta que tantos à sua volta precisam de receber um pouco da luz, da esperança e da vida que o Ressuscitado nos legou”.

O anúncio da Páscoa, o testemunho da fé, à imagem do que ouvimos São Pedro fazer nos atos dos Apóstolos, “precisa de ser desassombrado, corajoso e coerente”. Acima de tudo um “testemunho alicerçado na forte convicção de que Cristo ressuscitou está connosco até ao fim dos tempos”.

Este ano, o dia de Páscoa ainda teve muitas limitações, mas alguns fiéis já conseguiram assistir à missa, mas ainda não houve o tradicional compasso, que leva Jesus Cristo até às casas dos católicos.

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